Impacto sobre servidor será 11 vezes maior do que para trabalhador do setor privado com a Reforma da Previdência Social
Impacto sobre servidor será 11 vezes maior do que para trabalhador do setor privado com a Reforma da Previdência Social. O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, voltou a dar ênfase ao caráter proporcional da reforma da Previdência, ou seja: quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos. Segundo Marinho, o impacto das novas regras sobre os servidores federais será 11 vezes maior do que o peso sobre os trabalhadores da iniciativa privada.
Ainda segundo Marinho, o impacto sobre os mais pobres, que se aposentam por idade — mais da metade dos trabalhadores do regime geral — será menor.
— Isso é muito claro, a regra da própria proporcionalidade. Os servidores públicos federais, que têm uma condição melhor, vão ser impactados 11 vezes mais do que os trabalhadores do Regime Geral. E, no Regime Geral, nós podemos inclusive dividir aqueles que são aposentados por tempo de contribuição. Esses são impactados seis vezes mais do que aqueles que se aposentam por idade. Os que se aposentam por idade são os mais pobres, e eles são 53% do Regime Geral, são aqueles que já se aposentaram com 65 anos, no caso dos homens, e 61,5 anos, no caso das mulheres — afirmou Marinho.
De acordo com os cálculos do Ministério da Economia, o nível de subsídio às aposentadorias de quem ganha um salário mínimo quase não muda com a reforma do sistema previdenciário. Atualmente, esse subsídio está em R$ 152.950, e passa a ser de R$ 153.887, se a reforma for aprovada. Já no caso dos servidores públicos com salários acima de R$ 25 mil, o subsídio cai de R$ 4,480 milhões para R$ 1,5 milhão.
Rogério Marinho defendeu a reforma da Previdência nesta terça-feira durante a primeira audiência pública da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que analisa da proposta de emenda constitucional (PEC) da matéria. Ao todo, seis audiências públicas estão previstas até quinta-feira, a um ritmo de dois debates por dia.
A votação do parecer do relator da matéria no Senado, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), está marcada para o próximo 4 de setembro. O primeiro turno de análise da reforma em plenário fica para 24 de setembro, e a votação final deve ocorrer no dia 10 de outubro. Para ser aprovada, a PEC precisa de pelo menos 49 votos dentre os 81 senadores.
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