Só 3% dos cursos superiores particulares têm nota máxima em avaliação; federais têm 29%
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Só 3% dos cursos superiores particulares têm nota máxima em avaliação; federais têm 29%

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Somente 3% dos cursos de ensino superior de instituições particulares avaliados no último Enade tiveram conceito máximo. Esse índice é de 29% entre cursos de universidades federais.

O Enade é uma avaliação federal realizada pelos concluintes de ensino superior. Os resultados da última edição, aplicada em 2018, foram divulgadas pelo MEC (Ministério da Educação) nesta sexta-feira (4).

Os resultados do exame compõe o sistema de avaliação e regulação das instituições de ensino superior. A cada três anos, são avaliadas determinadas áreas do conhecimento. 

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem repetido críticas à qualidade das universidades federais e já declarou que o setor privado terá prioridade na expansão de vagas. Weintraub também defendeu que as próprias instituições toquem uma autorregulação de qualidade, o que é defendido pelas empresas educacionais.

O MEC realiza na manhã desta sexta entrevista coletiva para comentar os resultados.

Além dos 3% dos cursos com nota máxima, 5, quase metade (48%) dos cursos avaliados nas instituições privadas (com e sem fins lucrativos) ficaram com conceito 3, o mínimo exigido, e 18% com nota 4. Outros 31% ficaram com as notas 1 e 2.

Já as federais registram 29% dos cursos na nota máxima, 35% com o conceito 4 e 25% estão situados no conceito 3. Pouco mais de 11% ficaram com as notas 1 e 2.

Entre as universidades estaduais, o percentual de cursos com nota máxima foi de 12%. Na outra ponta, 21% tiveram notas 1 e 2.

O ensino superior brasileiro registrou em 2018 um total de 8,4 milhões de matrículas. Do total de matrículas, 75% estão em instituições privadas. 

Os cursos de direito e administração, que registram os maiores volumes de matrículas, estão entre as carreiras avaliadas nesse ciclo.

Levando em conta instituições públicas e privadas, a área de administração teve apenas 4,5% de cursos com nota máxima. Em direito, esse percentual foi de 6,9%.

Além dessas duas carreiras, foram avaliados no ano passado alunos concluintes dos bacharelados em administração pública, ciências contábeis, ciências econômicas, design, direito, jornalismo, psicologia, publicidade e propaganda, relações internacionais, secretariado executivo, serviço social, teologia e turismo.

Também foram avaliados curso superiores de tecnologia, nas seguintes áreas: comércio exterior, design de Interiores, design de moda, design gráfico, gastronomia, gestão comercial, gestão da qualidade, gestão de recursos humanos, gestão financeira, gestão pública, logística, marketing e processos gerenciais.

O resultado do Enade é utilizado para compor o CPC (Conceito Preliminar de Curso), que é a nota de cada graduação. Além da desempenho dos alunos no exame, o CPC também leva em consideração fatores como a organização pedagógica, a infraestrutura e titulação de professores. 

Uma nota ruim no CPC (abaixo de 3) pode resultar em punição para as instituições. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), responsável pelo sistema de avaliação, ainda não divulgou o CPC.

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