Benefícios

INSS: Novo cálculo pode dificultar acesso ao maior benefício

INSS: Novo cálculo pode dificultar acesso ao maior benefício. Os benefícios do INSS passarão a ter novos cálculos a partir da publicação da emenda constitucional que atualiza as regras da Previdência.

Pela nova fórmula, a regra geral diz que o beneficiário que cumprir a carência de 15 anos de contribuição terá direito a uma aposentadoria com renda mensal equivalente a 60% da sua média salarial.

O benefício terá o acréscimo de dois pontos percentuais da média salarial para cada ano de recolhimentos a mais, contados a partir do 16º ano, para a mulher, e do 21º, para o homem. Esse sistema exigirá que as mulheres contribuam por 35 anos para ter a aposentadoria integral. Para os homens, serão necessários 40 anos.

O benefício também será integral, porém, para segurados que se aposentarem pela regra de transição que exige pedágio de 100% sobre os recolhimentos que faltarem para a aposentadoria por tempo de contribuição na data de aprovação da reforma.

Para empregados do setor privado, a transição com pedágio de 100% ainda vai impor idades mínimas de aposentadoria: 57 anos (mulheres) e 60 anos (homens). Professores têm redução de cinco anos, tanto na idade mínima, quanto no tempo de contribuição.

A reforma também passará a considerar todas as contribuições realizadas a partir de julho de 1994 na média salarial.

Hoje, a Previdência descarta 20% dos recolhimentos mais baixos.
A mudança na contagem da média salarial deverá reduzir o valor das aposentadorias de trabalhadores que fizeram a maioria dos seus recolhimentos sobre remunerações maiores do que o salário mínimo (R$ 998, neste ano).

O impacto negativo sobre a renda mensal do segurado será maior nos casos de contribuintes com grande variação na renda mensal