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Confira como fazer para conseguir pagar contribuições que estejam em atraso com o INSS

Confira como fazer para conseguir pagar contribuições que estejam em atraso com o INSS. O pagamento de contribuições pendentes ao INSS garante mais tempo de contribuição ao segurado e pode até antecipar o direito à aposentadoria. Fonte Jornal Agora

Os novos pagamentos ajudam a melhorar a média salarial e o cálculo da aposentadoria, mas é preciso ficar atento às regras de pagamento para não perder dinheiro.

Quem decide acertar as contas de contribuições antigas também precisa estar preparado para encarar juros e multas, pois essa cobrança é corrigida pela Selic, que é a taxa básica de juros da economia. Essa correção tende a deixar a conta salgada.

Os recolhimentos de dívidas de até cinco anos podem ser calculados no site da Receita Federal, que é o órgão responsável pelos recolhimentos. Antes de fazer o pagamento, o segurado consegue fazer a simulação de quanto deve no site da Receita Federal, pelo Sistema de Acréscimos Legais (SAL). 

Nessa página, ele vai informar sobre qual salário devem ser calculadas as contribuições em atraso e o período, considerando um mês inicial e um final. É importante ter o cuidado de não gerar a guia de pagamento se não tiver a intenção de fazer o pagamento, ou estará declarando o reconhecimento de uma dívida.

Nesse sistema da Receita é possível consultar os valores para dívidas mais antigas, mas o cálculo será diferente. O valor pago corresponderá a 20% da média das 80% maiores contribuições desde julho de 1994. Depois, será acrescida multa de 10%, além de 0,5% de juros ao mês até o máximo de 50% sobre o total.

Veja as respostas às dúvidas mais comuns dos segurados do INSS

Veja as respostas às dúvidas mais comuns dos segurados do INSS. As sucessivas tentativas de mudar as regras para aposentadorias, pensões e demais benefícios administrados pelo INSS criam insegurança e dúvidas em quem está na ativa, prestes a se aposentar ou não.

Desde o início de 2019, o volume de buscas de informações sobre aposentadorias subiu 29% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da ferramenta Google Trends, que analisa os assuntos mais consultados por meio do buscador. O balanço foi feito a pedido do Agora,que responde às dúvidas e explica como funcionam as regras do INSS. 

Algumas dessas pesquisas mostram a necessidade de mais informações sobre questões básicas, como o funcionamento do INSS e o significado de siglas bastante repetidas no noticiário sobre Previdência, como o Cnis e o PPP. O primeiro é o cadastro de contribuições dos trabalhadores, e o PPP é o formulário exigido pelo INSS para o reconhecimento dos direitos de quem trabalha exposto a agentes nocivos à saúde.

A primeira pergunta é essencial: “o que é INSS?” O levantamento também mostra uma frequência alta de dúvidas sobre as mudanças nas regras. A questão que mais aparece quando o tema é aposentadoria é: “O que muda com a reforma da Previdência?”.

Mesmo o trabalhador mais ligado às discussões de possíveis mudanças pode acabar confuso. A cada tentativa de alterar as regras, são muitas as versões, com idas e vindas, até o texto final e definitivo.

A proposta que está atualmente em discussão no Senado é a segunda a ser apresentada desde 2016, quando o presidente era Michel Temer (​MDB).

Antes dele, Dilma Rousseff (PT) propôs regras mais duras para pensão por morte, e Lula (PT) tentou criar uma idade mínima para as aposentadorias. O fator previdenciário, redutor dos cálculos das aposentadorias por tempo de contribuição, foi criado na gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

A PEC (proposta de emenda à Constituição) enviada por Jair Bolsonaro (PSL) cumpre uma promessa da equipe comandada por Paulo Guedes, o ministro da Economia (que absorveu o extinto ministério do Trabalho e Emprego, a secretaria de Previdência e o INSS, antes ligado ao Desenvolvimento Social).