Asia

Grãos interrompem rali abastecido por acordo EUA-China e recuam em Chicago

Por Tom Polansek

CHICAGO (Reuters) – Os contratos futuros de soja, milho e trigo em Chicago recuaram nesta quarta-feira, com mercados interrompendo o rali registrado na esteira de expectativas de demanda após o acordo comercial entre Estados Unidos e China.

O aguardado pacto comercial inclui um compromisso chinês de expandir as compras de produtos agrícolas norte-americanos. No entanto, operadores estão cautelosos quando às projeções de Washington, que apontam que os negócios podem girar em torno de 40 bilhões e 50 bilhões de dólares em dois anos, ante 24 bilhões de dólares pré-guerra comercial.

“O mercado está ficando menos convencido de que a China pode dobrar suas compras junto aos EUA nos próximos dois anos”, disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics.

Importadores chineses compraram ao menos duas cargas de soja dos EUA após receberem uma nova rodada de cotas livres de tarifas para embarques norte-americanos na terça-feira, disseram operadores em ambos os países.

As vendas, entretanto, podem representar a última grande compra do produto norte-americano pelos chineses antes de a soja da nova safra do Brasil, maior fornecedor do país asiático, chegar ao mercado no mês que vem, afirmaram os operadores.

O contrato mais ativo da soja fechou em queda de 0,25 centavo de dólar, a 9,2850 dólares por bushel, após tocar uma máxima de cinco semanas na sessão anterior, de 9,31 dólares. O milho recuou 3 centavos, para 3,87 dólares/bushel, depois de bater máxima de seis semanas na véspera (3,9050 dólares).

O vencimento mais ativo do trigo, por sua vez, cedeu 8 centavos, fechando a 5,4825 dólares o bushel. Na terça-feira, o cereal havia atingido seu maior valor em cinco meses e meio, a 5,5725 dólares.

(Reportagem de Tom Polansek em Chicago, com reportagem adicional de PJ Huffstutter em Chicago, Gus Trompiz em Paris e Colin Packham em Sydney)

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