Pandemia de coronavírus faz Justiça dos EUA libertar Marin
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – José Maria Marin, 87, ganhou liberdade em meio à pandemia do novo coronavírus. Nesta segunda-feira (30), a Justiça norte-americana concedeu liberação antecipada ao ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), detido em uma prisão federal dos Estados Unidos por crimes de corrupção ligados à sua atuação como dirigente.
Em sua decisão, a juíza Pamela Chen citou a idade de Marin, sua “saúde significativamente deteriorada” e “o risco elevado de graves consequências para a saúde devido ao atual surto de Covid-19”. O pedido havia sido feito pelos advogados do brasileiro no domingo (29).
Marin está na penitenciária de segurança máxima de Allenwood, no estado da Pensilvânia. Lá foi registrado ao menos um caso de detento infectado pelo coronavírus, o que levou os promotores do caso a concordarem com a argumentação para a redução da pena.
A decisão reduz em um ano e dois meses a pena do ex-dirigente, condenado em dezembro de 2017 a 41 meses de prisão. A previsão era que ele permanecesse detido, portanto, até maio de 2021, mas ele deverá ser liberado nos próximos dias e pretende retornar ao Brasil.
José Maria Marin foi considerado culpado de seis dos sete crimes pelos quais fora acusado. Integrar organização criminosa, cometer fraude bancária (três vezes) e lavar dinheiro (duas vezes) são os crimes pelos quais foi condenado.
Eles estão ligados à sua atuação entre 2012 e 2015, período no qual foi presidente da CBF. Os crimes têm relação com a organização de campeonatos como a Copa do Brasil, a Copa América e a Copa Libertadores.
Marin e mais cinco dirigentes de futebol de outros países foram presos inicialmente em maio de 2015, em um hotel na Suíça, onde estavam para evento da Fifa. Extraditado para os Estados Unidos, ele ficou em prisão domiciliar em Nova York até sua condenação, em dezembro de 2017, quando foi levado a um presídio em Nova York e, posteriormente, à penitenciária em Allenwood.
O antecessor de Marin, Ricardo Teixeira, e seu sucessor, Marco Polo del Nero, também foram denunciados pela Justiça norte-americana pelos mesmos crimes. No entanto, como o Brasil não extradita seus cidadãos, eles não foram julgados nos Estados Unidos.
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