Durante a pandemia, uma corrente do bem se espalha pelo País e pelo mundo
Nem só médicos, enfermeiros e cientistas podem estar na linha de frente no combate ao novo coronavírus. Olhar para si e perceber que sua ocupação pode ajudar alguém, nem que seja em uma das pontas do problema, é de bom grado. Assim, padeiros, chefes de cozinha e taxistas, com suas habilidades e disposição, oferecem auxílio com as ferramentas que têm.
Na capital paulista, 13 padeiros produzem milhares de pãezinhos para oferecer a cinco instituições de saúde de São Paulo durante a pandemia de covid-19. Os hospitais que recebem o pão francês são: Hospital Santa Marcelina, Regional Sul, Taipas, Ipiranga e Tucca (Associação de Crianças com Câncer).
O padeiro Johannes Roos afirma que seu pessoal está motivado. “A cada dia a equipe chega mais motivada e pronta para o trabalho. Realizamos a seleção dos hospitais por meio da Secretaria Municipal de Saúde e queremos atender mais hospitais”, afirmou ao site Razões para Acreditar.
A ideia de fazer as doações surgiu depois de uma troca de mensagens entre Johannes e o mestre padeiro Rogério Shimura, cuja escola de panificação está fechada e tem toda estrutura de uma padaria. Ali, os voluntários produzem os pães para doação para aqueles que estão na linha de frente do combate à covid-19. Todos os envolvidos usam máscaras e tomam todos os cuidados necessários.
Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a hamburgueria Butcher Burger se juntou ao projeto Cozinheiros do Bem para atender a Associação Vila Mariana da Conceição. A preocupação é a falta de comida para pessoas que estão em vulnerabilidade social. A empresa, que começou as doações no início de abril, faz de 100 a 300 hambúrgueres semanais, a custo próprio, para colaborar com a comunidade. “É com muita emoção que fechamos a primeira de muitas outras semanas que virão de acolhimento, doações e solidariedade que aquecem nossos corações”, comemorou Viviane Ruskowski, sócia-proprietária da hamburgueria.
A empresa também fez um engajamento entre os clientes nas redes sociais e pediu doações em dinheiro para aumentar a produção de alimentos. A sede, que fica na Rua General Lima e Silva, 119, também recebe cestas básicas e kits de higiene pessoal para os mais necessitados durante a pandemia do novo coronavírus.
Em Madri, na Espanha, um taxista resolveu agir por conta própria e se colocou à disposição para levar pacientes com suspeita do coronavírus gratuitamente a um hospital. Sem cobrar nada, o motorista José Maria tem feito trajetos de cerca de três quilômetros, entre Alcorcón e o Hospital Ramón y Cajal.
No dia 19 de abril ele recebeu uma homenagem de profissionais da saúde do hospital. Ao chegar, o taxista encontrou médicos e enfermeiros alinhados, batendo palmas. José Maria recebeu um envelope com dinheiro e com os resultados de seus testes para covid-19, que deram negativo. Um vídeo com essa cerimônia fez sucesso na Espanha e viralizou pelo mundo.
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