BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – As contas externas brasileiras fecharam julho com resultado positivo em US$ 1,6 bilhão. Este é o quarto mês consecutivo com superávit puxado pela balança comercial, que registrou US$ 5,7 bilhões.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (25).
A balança comercial tradicionalmente apresenta superávit (mais exportações que importações) em momentos de baixa atividade doméstica, já que o país importa mais nas épocas de expansão.
Na prática, tanto as exportações quanto as importações diminuíram com a crise, mas a redução no fluxo de entrada de produtos estrangeiros no país foi mais drástica.
As exportações foram de US$ 19 bilhões em julho, recuo de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Já as importações diminuíram 33,7%, para US$ 12,3 bilhões.
O déficit em transações correntes somou US$ 31,7 bilhões (2% do PIB) no acumulado dos últimos 12 meses, ante déficit de US$ 43,2 bilhões (2,7% do PIB) no mesmo período do ano passado.
Com o risco de contágio e o dólar alto, as viagens internacionais permanecem em baixa. Na comparação com julho do ano passado, houve redução de 76,5% nos gastos de turistas estrangeiros no Brasil, com US$ 140 milhões.
Os gastos de brasileiros lá fora despencaram 85,9%, com US$ 267 milhões no mês.
Em julho, foram R$ 2,7 bilhões líquidos investidos no Brasil. No mesmo período de 2019, foram US$ 5,3 bilhões.
O indicador representa uma das principais fontes de financiamento da atividade no país e é a categoria de investimento de maior destaque no relacionamento econômico e financeiro do Brasil com o resto do mundo.
Os investimentos diretos de brasileiros no exterior foram positivos pela primeira vez desde fevereiro, com US$ 663,3 milhões.
Nos últimos meses, a diferença entre entradas e saídas de investimentos fora do país foi negativo, o que caracteriza desinvestimento, quando a empresa brasileira retira dinheiro ou fecha as portas da filial no exterior, por exemplo.
Contas externas registram superávit de US$ 1,6 bilhão em julho

