Atlético-MG e Fluminense ficam no empate em grande jogo no Mineirão
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Em grande jogo no Mineirão, Atlético-MG e Fluminense tentaram muito a vitória, mas ficaram no empate, por 1 a 1, gols de Caio Paulista e Guilherme Arana.
Muito movimentada e equilibrada, a partida foi uma das melhores até aqui no Campeonato Brasileiro.
Com o ponto conquistado, as duas equipes ficaram na mesma posição: o Galo perdeu os 100% como mandante, mas segue invicto em casa e líder do Brasileirão com 31 pontos, enquanto o Tricolor, que conquistou bom resultado, é o 5º colocado, com 25.
QUEM FOI BEM: ARANA E YAGO
Autor do gol de empate, Arana foi o melhor em campo pelo Atlético-MG no Mineirão. Além de ter balançado a rede do adversário, foi a melhor opção ofensiva da equipe de Jorge Sampaoli dando bastante trabalho no lado esquerdo do ataque. Se o ótimo primeiro tempo do Fluminense precisasse ser sintetizado em um jogador, este seria Yago. O volante esteve em todos os lados do campo, fechando espaços para conter as trocas de passe velozes entre Nathan e o ataque do Atlético-MG e também aparecendo muito bem no ataque, como arco e flecha: tanto achando Luiz Henrique e Caio Paulista em boas condições como também arrancando pelas pontas para dar opções.
QUEM FOI MAL: ALLAN E HUDSON
Novidade no time de Jorge Sampaoli, o volante Allan não aproveitou a chance no time titular justamente contra o seu ex-clube. Com rendimento individual abaixo muito pelo desempenho aquém, também, do setor de meio-campo do Galo, o jogador foi envolvido na marcação forte do Fluminense. Mais adiantado do que de costume, Hudson, muito lento se tornou um problema na recomposição do Tricolor. No gol do Atlético-MG, por exemplo, foi ele quem ficou apenas olhando a bola passar até chegar em Marrony, que escorou para Arana abrir o placar.
FLU COMEÇA MELHOR
Ocupando o campo de ataque, o Fluminense começou melhor o jogo no Mineirão ainda que tenha perdido Fernando Pacheco logo no primeiro minuto, quando o peruano sentiu problema muscular em jogada que prometia levar perigo ao gol adversário. Yago e Dodi davam sustentação para Hudson, mais avançado, trocar passes com os pontas e o centroavante Felippe Cardoso, que teve gol bem anulado aos 17 minutos após impedimento de Hudson.
Pelos lados, Igor Julião e Egídio subiam “na boa”, sem abrir espaços. A aplicação na defesa, inclusive, era destaque: o time de Odair Hellmann aproximou a distância entre a primeira e a segunda linha para “encaixotar” Nathan, cabeça pensante do Atlético-MG. Assim, o Galo de Jorge Sampaoli tinha dificuldades para jogar.
GOLAÇO PREMIA BOM INÍCIO TRICOLOR
Mesmo atuando contra o líder do Brasileirão, o Flu fez primeiro tempo de muita coragem. Apesar das linhas baixas e de abdicar da posse de bola em alguns momentos, fugindo de suas características, o Tricolor era efetivo quando chegava com bolas um pouco mais longas e viradas de jogo. Aos 19, Luiz Henrique fez grande jogada pela esquerda, cortou para o meio e achou Caio Paulista centralizado. O camisa 70 dominou e acertou um foguete de canhota para marcar seu primeiro gol como profissional em grande estilo.
GALO ENFRENTA DIFICULDADE PARA CRIAR
Em que pese a superioridade técnica, o Atlético-MG tinha muita dificuldade para criar. Time que costuma finalizar bastante, o Galo chegou apenas três vezes e sem perigo ao gol do Fluminense, que segurava o adversário com marcação em seu campo de defesa e cedendo o mínimo possível de espaços. Allan, pouco efetivo e Nathan, preso entre os volantes tricolores, não conseguiam municiar Sávio, Keno e Sasha, que se movimentavam também participando pouco do jogo. A melhor chance veio aos 32, quando Nino cortou cruzamento de Arana que tinha a cabeça de Jair como endereço certo.
ATLÉTICO MUDA ATAQUE E EMPATA
O bom jogo no Mineirão mudou bastante logo no começo do segundo tempo. Com Marrony na vaga de Sávio, o Atlético-MG apertava mais o Flu em seu campo de defesa e rondava a área. A primeira chance, logo aos três, entretanto, foi dos tricolores. A zaga atleticana cortou mal e a bola sobrou para Luiz Henrique, que cortou um zagueiro antes de bater para fora de direita. Aos seis, entretanto, o Galo mostrou porque é o líder do Campeonato Brasileiro: sem perdoar erros, o time fez um gol com a cara de Sampaoli. Sasha avançou pela direita e cruzou, Jair fez corta-luz, Marrony escorou e Arana bateu forte, no canto. Muriel, mal colocado, não alcançou.
GALO FAZ ‘BLITZ’
Após chegar ao empate, o Atlético-MG promoveu uma verdadeira blitz no ataque. O bombardeio começou aos oito: Muriel parou os atleticanos três vezes na mesma jogada, com Marrony, Keno e Sasha. Dois minutos depois, Arana tentou de fora da área para nova defesa do goleiro tricolor.
MURIEL SALVA O FLU
Ainda que não faça um grande ano em 2020, Muriel se recuperou bem no segundo tempo no Mineirão. Se poderia ter evitado o gol de Arana, o goleiro fez uma defesa incrível aos 30, quando Nathan apareceu no meio da zaga para finalizar à queima roupa. Com a barriga, o dono da meta tricolor evitou a virada do Galo. Antes, aos 18, já havia parado chute de fora da área de Keno, além de outras boas defesas.
ATLÉTICO-MG
Everson, Guga, Réver, Igor Rabello, Guilherme Arana; Allan, Jair, Nathan (Maílton); Savinho (Marrony), Keno e Sasha. Técnico: Jorge Sampaoli
FLUMINENSE
Muriel; Igor Julião, Digão, Nino, Egídio; Hudson, Dodi, Yago Felipe; Fernando Pacheco (Caio Paulista), Felippe Cardoso (Ganso) e Luiz Henrique (Marcos Paulo). Técnico: Odair Hellmann
Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Árbitro: Raphael Claus (FIFA – SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA – SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
Árbitro de vídeo: Marcio Henrique de Gois (SP)
Cartões amarelos: Réver, Jorge Sampaoli, Allan, Igor Rabello (CAM), Felippe Cardoso (FLU)
Gols: Caio Paulista (19’/1ºT) (0-1), Guilherme Arana (6’/2ºT) (1-1)
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