Presidente do Peru diz que vitória do Brasil foi manchada por “erros grosseiros” da arbitragem

Jogadores do Peru reclamam com árbitro chileno Julio Bascunán durante partida contra o Brasil em Lima

Por Marco Aquino

LIMA (Reuters) – A derrota do Peru por 4 x 2 para o Brasil nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo foi marcada por “erros grosseiros” do árbitro e deveria ser revisada e corrigida, disse o presidente peruano, Martín Vizcarra, nesta quarta-feira.

O jogo cheio de ação disputado no Estádio Nacional de Lima na noite de terça-feira estava empatado até os últimos minutos, quando o Brasil marcou dois gols decisivos.

A seleção brasileira venceu por 4 x 2 com a ajuda de dois pênaltis, ambos convertidos por Neymar, e um quarto gol nos acréscimos que veio depois que o zagueiro peruano Carlos Zambrano foi expulso por dar uma cotovelada em um adversário.

Vizcarra disse ter ficado irritado e inquieto com o resultado e as decisões da arbitragem, que deixaram o Peru na parte inferior da tabela de classificação das eliminatórias após dois jogos, com um ponto em seis possíveis.

“Infelizmente, tenho que falar como torcedor, como cidadão. O árbitro (chileno) desequilibrou um jogo bem elaborado”, disse Vizcarra a repórteres após uma reunião de gabinete no palácio presidencial.

“Que a Fifa, por meio de medidas internas próprias, corrija esses erros contundentes que afetaram a equipe, afetaram a torcida e todo o país. Ainda temos esperanças de nos classificar para o Mundial e esperamos que os erros grosseiros que mudaram o jogo não se repitam no futuro”, acrescentou Vizcarra.

Os quatro primeiros colocados nas eliminatórias de 10 times se classificam automaticamente para o torneio de 2022 no Catar, e o quinto colocado vai para uma repescagem.

O Peru se classificou para a Copa do Mundo na Rússia em 2018, sua primeira participação no evento desde 1982.

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