Começa hoje feira online que oferece 8 mil vagas para jovens
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Começa hoje feira online que oferece 8 mil vagas para jovens

Brasil abre 249.388 vagas formais de trabalho em agosto, bem acima do esperado

A estudante Monique Salomão, de 20 anos, está matriculada em um curso técnico de gestão de Marketing, já foi jovem aprendiz e agora busca uma oportunidade como estagiária. Monique vai participar da Expo CIEE Virtual, que começa nesta segunda-feira (9), em busca do sonhado contrato assinado. 

A feira será online e vai oferecer cerca de 8 mil vagas, sendo 6 mil de estágio e 2 mil de aprendizagem.

Monique também pretende conseguir maior direcionamento profissional por meio das palestras e cursos oferecidos no evento. Monique considera que precisa melhorar sempre suas habilidade técnicas para conseguir a vaga que deseja. “O nosso currículo e os nossos conhecimentos técnicos são fatores muitas vezes decisivos para os processos seletivos de estágio”, afirma Monique.

jovem aprendiz dataprev
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O evento acontece presencialmente todos os anos, mas, por causa da pandemia de coronavírus, será online em 2020. Os estandes vão ficar disponíveis 24 horas por dia até 13 de novembro.

O cadastro para participar do evento é gratuito e deve ser feito pelo site oficial. Haverá uma série de atividades para os jovens, como testes online, teste vocacional para quem ainda não entrou na universidade, dicas para o Enem, cursos gratuitos do Google Ateliê Digital e Escape Room Virtual, além de palestras que abordam temas como diversidade e as novas relações de trabalho.

Os participantes também vão ter direito a emissão de um certificado de participação. O CIEE espera receber 100 mil visitantes e o evento se ampara nos seguintes pilares: informação, capacitação e orientação acadêmica e profissional. Para o supervisor de feiras do CIEE, Alexandre Altenfelder, o estágio e as vagas de aprendizagem são importantes portas de entrada para o mercado de trabalho.

Os participantes vão poder acessar os estandes por meio de uma plataforma 3D interativa.

Como conseguir a primeira oportunidade?

Altenfelder afirma que a feira se faz ainda mais importante neste ano, devido à pandemia de coronavírus, que aumentou os números do desemprego e atingiu principalmente os jovens.

“Nesse momento de crise econômica pela qual estamos passando a situação dos nossos jovens é muito delicada, é muito dolorida. São os que mais estão sofrendo com o desemprego e o desalento. Muitos desses jovens não conseguem enxergar uma luz no fim do túnel”, afirma Altenfelder.

O CEO da Connekt, plataforma de recrutamento digital, Celso Hupfer, afirma que apesar de algumas áreas permitirem currículos com layouts diferentes, é importante que, em todos os casos, as informações principais estejam apresentadas de forma clara e objetiva. Para quem procura a primeira oportunidade, sem experiência prévia, é interessante destacar
projetos de vida pessoal, trabalhos como voluntário e conquistas na escola e universidade.

“Caso não tenha, vale postar um breve resumo sobre suas expectativas, seus propósitos de vida e áreas em que gostaria de trabalhar ou ainda, caprichar na breve apresentação em um primeiro contato por e-mail”, afirma Hupfer. 

A executiva especializada em soft skills Erika Linhares orienta que o candidato monte um currículo focado na oportunidade que está candidatando e não que tenha um documento pronto para todas as vagas. Dessa forma, será mais fácil de atrair a atenção do recrutador, que, normalmente, recebe muitos currículos de uma só vez.

Como se destacar?

A fase de atração é a primeira da maior parte dos processos seletivos, seja quando o candidato cadastra o currículo em alguma plataforma online ou quando o recrutador faz ligação telefônica.

“Esta é a hora do seu primeiro contato com a oportunidade e você deve poder se destacar entre muitos. Se tiver sido convocado por telefone, você precisa mostrar disposição e interesse pela oportunidade. Se o caminho da empresa for via site de currículos, você precisa ter um cv que chame a atenção, como já falamos antes. Se for via plataforma digital, você precisa percorrer toda a jornada proposta. Precisa ter certeza que concluiu todo o processo”, afirma Hupfer.

Após a triagem, vem a entrevista — que muitas estão sendo realizadas online devido à pandemia de coronavírus. Neste momento, Hupfer orienta que o candidato escolha um bom lugar, vista-se de forma adequada e mantenha uma postura e linguagem que se enquadrem no perfil da vaga. 

Para Hupfer, as dicas para se destacar nestas etapas são “postura, comportamento e linguagem adequados continuam sendo fundamentais”. Pesquisar sobre a empresa contratante também é fundamental.

“Nesta fase o que os recrutadores mais querem observar é como você se comporta: se você é mais ou menos agressivo ou compassivo, se você trabalha bem com outras pessoas, se você sabe ouvir e se posicionar, se você consegue analisar problemas simples ou mais complexos, se você traz soluções criativas, se você conhece suas qualidades e suas dificuldades, qual sua história de vida até agora, se você sabe como e onde aprender, se você tem capacidade de compreender seus erros (lembre-se que quem diz que nunca errou ou está mentindo ou não tem capacidade de se auto-avaliar) e assim por diante”, afirma.

Controlando as emoções

A busca por um estágio ou vaga de aprendizagem pode gerar uma série de emoções nos jovens. Hupfer orienta que o candidato faça um exercício de relaxamento antes da etapa do processo seletivo que se encontra, além de prezar pela boa alimentação e uma noite de sono bem dormida.

Dicas extras para se dar bem em processos seletivos:

• Seja claro e franco;
• Mantenha a calma;
• Evite interromper os outros;
• Evite excesso de agressividade ou passividade;
• Demonstre interesse;
• Mostre empatia e autoconfiança.

A medida que o candidato for participando de mais processos, vai passar a se sentir mais confiante, o que é importante já que as empresas valorizam cada vez mais as chamadas “soft skills”, ou seja, habilidades comportamentais. 

“Atualmente, o profissional precisou ganhar a capacidade de adaptação e se tornar alguém responsável por trazer soluções para empresa. Não basta apenas ter um bom currículo, mas é necessário que o candidato saiba trabalhar em equipe e tenha empatia tanto pelo seu colega como pela empresa em que trabalha”, afirma Hupfer.

Erika diz que as empresas se preocupam muito com as habilidades comportamentais, já que a técnica é mais fácil de ser ensinada no dia a dia do jovem contratado. “Ficou muito mais fácil entrar em uma empresa. Se não tem [as soft skills], existem vários cursos que ajudam a desenvolver as habilidades”, afirma Erika.

Para estas pessoas, o primeiro passo é identificar o que precisa ser melhorado e, então, partir para um curso de aperfeiçoamento. “As pessoas são únicas, não existe fórmula mágica”, afirma Erika.

Para se desenvolver cada vez, o candidato deve se dedicar a:

• Cursos e palestras;
• Desenvolvimento das soft skills;
• Entender seu propósito de carreira;
• Participar de atividades extracurriculares.

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