Três crianças estão desaparecidas no RJ há uma semana; parentes protestam
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Familiares de três crianças desaparecidas há uma semana realizaram uma manifestação neste domingo (3) em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Os meninos, com idades entre 8 e 11 anos, foram vistos pela última vez no último domingo (27).
O desaparecimento está sendo investigado pelo setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, que recebeu os familiares no fim do ato deste domingo.
“As crianças sumiram já tem uma semana e nós não temos nenhuma resposta”, disse Ednalda Gonçalves, madrinha do mais novo deles, Lucas Matheus da Silva, 8. “É isso que dói mais, não ter qualquer resposta.”
Ela conta que Lucas, seu primo Alexandre da Silva, 10, e o amigo Fernando Henrique Ribeiro Soares, 11, brincavam de bola de gude com outros amigos em frente à sua casa no fim da manhã do dia 27.
“Eles começaram a brigar por causa de bola de gude e as mães começaram a botar cada um para dentro de casa. Os três seguiram para a casa deles e depois ninguém nunca mais viu”, disse.
Em andanças pela vizinhança, os parentes descobriram que eles foram vistos no fim do dia em uma feira no bairro onde moram, mas não se sabe para onde foram depois.
Em nota, a Polícia Civil informou que as investigações estão em andamento e que os policiais analisam imagens de câmeras de segurança que possam ter registrado os garotos.
Após a divulgação de cartazes dos meninos, Ednalda diz que os familiares começaram a receber ligações anônimas com trotes sobre o paradeiro dos meninos. “A gente sabe que agora as pessoas desumanas vão fazer isso com a gente”, reclamou.
Nesta segunda (4), os familiares voltarão à delegacia para uma reunião com os responsáveis pelas investigações.
No protesto, os manifestantes levaram cartazes das crianças e receberam apoio de outros parentes de crianças desaparecidas, como representantes da ONG Mães Virtuosas.
Antes de chegar à delegacia, eles passaram pela feira onde os meninos foram vistos pela última vez, que é conhecida como Feira da Areia Branca.
A fundadora da ONG Mães Virtuosas, Luciene Pimenta Torres, que tem uma filha desaparecida desde 2009, defendeu a abertura de uma delegacia especializada em desaparecidos na região.
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