Pressionado por má fase do São Paulo, Diniz diz não temer perder emprego
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O técnico do São Paulo, Fernando Diniz, disse, após a goleada por 5 a 1 sofrida para o Internacional, na noite desta quarta (20), que não tem medo de perder o emprego e assumiu a responsabilidade pelo vexame no Morumbi.
O treinador vive um novo momento de pressão. Após a eliminação na semifinal da Copa do Brasil e a sequência de tropeços que tirou o time da liderança do Campeonato Brasileiro, Diniz volta a sofrer com as cobranças, que foram recorrentes ao longo da temporada.
“Essa pergunta eu já respondi muitas vezes no momento de pressão. Não tenho medo de perder emprego, trabalho com dedicação para conseguir esse título tão sonhado. Eu sempre me senti apoiado aqui, pela diretoria que saiu e por essa que entrou”, disse o comandante.
“Se eu carrego algum tipo de culpa ou responsabilidade, a maior é minha. A maior responsabilidade é minha, estou trabalhando naquilo que posso e consigo. Acredito que a gente vai conseguir reverter isso e voltar ao campeonato”, acrescentou.
Em que pese o momento conturbado e a queda de rendimento na temporada, Fernando Diniz reforça a confiança no título nacional. Hoje, o São Paulo está dois pontos atrás do líder Internacional.
“Acredito totalmente, acredito no time, nas pessoas que chegaram na diretoria. O time já mostrou que tem condições, tem jogo e que pode buscar as vitórias que a gente precisa”, comentou.
Confira, abaixo, outros trechos da coletiva de Fernando Diniz:
Visão sobre rendimento e resultado: “O rendimento ruim e o resultado ruim. No segundo tempo contra o Athletico e contra o Santos, fizemos jogos OK. Estamos tendo desempenho ruim e resultados piores ainda”.
O que fazer após goleada em casa: “Pela sua pergunta bastante eloquente e cheia de razão, o São Paulo luta muito, é um time de homem, que luta, que trabalha e não desiste. A gente está decepcionado, não vai dormir e vai lutar para sair disso. É assim que a gente vai fazer”.
Erros contra o Internacional: “Foi um jogo que a gente errou muito, muito mais que a gente costuma errar, e o Inter soube se aproveitar bem. Cometemos erros que a gente não costuma cometer. Quanto à mudança radical, eu não acredito em mudança radical. É o time que liderou o campeonato até o dia de hoje que, por pouco, não foi finalista da Copa do Brasil. É saber retomar os laços de confiança”.
Silêncio de Daniel Alves: “O Daniel é um porta-voz dentro de campo. Quando temos um momento como esse, as perguntas sobre o Daniel Alves são sempre recorrentes. No momento contra o Mirassol, ele deu a cara a tapa, pode ser que ele fale ou não. Internamente, ele está sempre trabalhando e lutando pelo melhor do time”.
Falta de maturidade do São Paulo: “Hoje, a gente não mostrou amadurecimento, mas amanhã a gente deve mostrar e tem que mostrar. A gente tem que buscar forças para amadurecer. Espero muito que a gente aprenda com mais essa derrota para dar o título que o torcedor merece. Quem mais merece o título é o nosso torcedor”.
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