Von der Leyen vê onda de covid menos mortífera na UE e pressiona AstraZeneca
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta quinta-feira, 25, que a pandemia da covid-19 continua a preocupar na União Europeia, mas notou que a onda atual do vírus tem provocado menos mortes, diante do avanço recente na vacinação. Durante entrevista coletiva, Von der Leyen considerou que a vacinação “finalmente caminha de modo firme” no bloco, após um início atribulado, em meio a atrasos na entrega de imunizantes, e voltou a pressionar a AstraZeneca a regularizar suas entregas, antes de vender para fora do bloco.
Von der Leyen falou ao lado do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, após reunião virtual de cúpula do bloco com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. As autoridades da UE ressaltaram a importância da aliança com os americanos e a intenção de avançar nessa frente. “Tivemos reunião longa e proveitosa no Conselho Europeu” com Biden, comentou a presidente da Comissão Europeia. Segundo ela, a atual terceira onda de casos da covid-19 no bloco esteve na pauta das discussões.
Na avaliação de Von der Leyen, a UE poderia “vacinar bem mais rápido”, caso as empresas cumprissem todos os prazos combinados. Segundo a autoridade, a expectativa agora é de maior impulso na vacinação, conforme as entregas ganham fôlego. “Caminhamos para atingir a meta de 70% dos adultos vacinados neste verão” local, afirmou ela. Von der Leyen ainda disse considerar que a AstraZeneca precisa primeiro ficar em dia com suas entregas de vacinas às nações da UE, antes de poder exportar para fora do bloco.
Von der Leyen defendeu o papel da Europa como “a região que mais exporta vacinas”, após tensões recentes pelo fato de o bloco ter ameaçado reter entregas para outros países caso não recebesse o combinado, em tensões sobretudo com a AstraZeneca. A presidente da Comissão Europeia disse que outras nações devem ter a mesma abertura para vender ao exterior os imunizantes e lembrou o papel importante da UE para a Iniciativa Covax, que distribui milhões de vacinas para países com maiores dificuldades em adquiri-las pelo mundo.
O presidente do Conselho Europeu disse que a UE deseja garantir que as cadeias de suprimento para a produção de vacinas funcionem, com “mais transparência”. Charles Michel também ressaltou o papel do bloco em exportar vacinas e previu que essas entregas devem ganhar fôlego, nas próximas semanas.
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