Boris Johnson afirma não ver motivo para adiar flexibilização no Reino Unido
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson afirmou não ver razões para adiar os planos de flexibilização gradativa das medidas de isolamento no Reino Unido, informou a Reuters neste sábado. Os próximos passos do afrouxamento das restrições no país devem ocorrer no próximo mês.
“Do jeito que as coisas estão, não consigo ver absolutamente nada nos dados capaz de me dissuadir de continuar o nosso roteiro para a liberdade, desbloqueando nossa economia e voltando à vida que amamos”, disse Johnson em seu discurso hoje na conferência de primavera partido Conservador.
A fala do primeiro-ministro veio após dados mostrarem que uma recente queda acentuada nas infecções tem começado a se estabilizar no Reino Unido. O Escritório de Estatísticas Nacionais da Grã-Bretanha (ONS) informou ontem que a prevalência de contágios não está mais caindo e se estabilizou em cerca de 1 em 340 pessoas.
Enquanto grande parte da Europa está testemunhando um novo aumento da pandemia, o Reino Unido conta com um programa de vacinação em massa rápido para conter o surto. O ministro de vacinas britânico, Nadhim Zahawi, informou que os imunizantes destinados a combater novas variantes de covid-19 devem estar prontos para distribuição para pessoas com mais de 70 anos até setembro.
Em entrevista ao jornal local Daily Telegraph, Zahawi disse que além de idosos, serão vacinados primeiro profissionais da linha de frente do setor médico e com comorbidades. Segundo o ministro de vacinas, a expectativa de governo é ter até oito tipos diferentes de imunizantes capazes de combater, inclusive, as novas vertentes do vírus.
Os números mais recentes divulgados pelo governo do Reino Unido mostram que o país registra 126.515 mortes e 4.325.15 contaminações por coronavírus desde o início da pandemia.
Ainda na Europa, a Espanha vai passar a exigir que viajantes vindos da França por via terrestre apresentem um teste negativo de coronavírus ao chegar no país. A medida foi anunciada em meio ao aumento de contágios em território espanhol.
“A ordem entrará em vigor três dias após sua publicação no Diário Oficial do Estado e até que o governo declare o fim da situação de crise de saúde causada pela Covid-19”, disse o ministério da Saúde da Espanha em um comunicado divulgado pela Reuters.
Até o momento o país europeu contabiliza 3.255.324 casos de coronavírus e 75.010 óbitos em decorrência da doença, apontam dados da universidade americana John Hopkins.
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