Ataque em escola ocorre uma semana após Tennessee liberar armas sem permissão
Várias pessoas, incluindo um policial, foram baleadas em um ataque a tiros nesta segunda-feira, 12, em uma escola de segundo grau na cidade de Knoxville, no Estado do Tennessee, informaram autoridades locais. Ainda não há informações sobre mortos ou número exato de feridos.
O Departamento de Polícia de Knoxville comunicou mais cedo, por meio de sua conta oficial no Twitter, que as autoridades estavam no local do ataque, a escola Austin-East Magnet. O tuíte acrescentava que um oficial do Departamento de Polícia de Knoxville estava entre as vítimas.
Bob Thomas, o superintendente das Escolas do Condado de Knox, tuitou confirmando o ataque e informando que o prédio já estava seguro.
“O prédio da escola foi fechado e os alunos não envolvidos no incidente foram entregues às suas famílias”, disse Thomas. Ele acrescentou em um tuíte posterior que as autoridades estavam coletando informações sobre “esta situação trágica” e que informações adicionais seriam fornecidas mais tarde.
Os detalhes sobre o ataque permanecem vagos. Meios de comunicação locais mostraram vários veículos policiais e de emergência no local.
O Tennessee Bureau of Investigation, principal agência estadual de combate ao crime, enviou agentes à escola.
O ataque acontece uma semana após o governador republicano Bill Lee aprovar uma legislação que tornaria o Tennessee o 19º Estado americano a permitir o porte de armas sem permissão, verificação de antecedentes e treinamento.
A lei, que não se aplica a armas de longo alcance, entrará em vigor em 1º de julho. A nova medida também aumenta algumas penalidades. Por exemplo, o roubo de uma arma de fogo — agora uma contravenção que acarreta uma sentença de 30 dias — se tornará um crime com prisão obrigatória de seis meses. Também faz exceções para pessoas com certos transtornos mentais e convicções criminais.
Quando questionado no início deste ano se recentes tiroteios em massa na Geórgia, Colorado e outros Estados causaram a ele alguma preocupação, Lee respondeu que o aumento das penas significa que “nós de fato estaremos fortalecendo as leis que ajudariam a prevenir crimes com armas no futuro”.
Uma série ataques a tiros ocorreram nos Estados Unidos desde meados de março. Na semana passada, um homem abriu fogo em uma fábrica de marcenaria no Texas, onde trabalhava, matando uma pessoa e ferindo outras seis antes de ser levado sob custódia. Oito pessoas foram mortas em spas da área de Atlanta, 10 pessoas em um supermercado em Boulder, Colorado, e quatro pessoas, incluindo um menino de 9 anos, em uma imobiliária em Orange, Califórnia.
Tiroteios em escolas têm sido um flagelo recorrente nos Estados Unidos desde o trágico massacre de Columbine, Colorado, em abril de 1999.
Denunciando uma “epidemia” de violência armada, o presidente democrata Joe Biden divulgou na semana passada uma série de medidas para limitar a proliferação de armas de fogo no país. (Com agências internacionais)
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