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Redução nos valores das prestações da casa própria pela Caixa em tempos de pandemia do Coronavírus

Redução nos valores das prestações da casa própria pela Caixa em tempos de pandemia do Coronavírus A Caixa Econômica Federal anunciou que vai permitir a suspensão ou a redução temporária do pagamento do financiamento habitacional. As famílias que estão recebendo auxílio emergencial ou seguro-desemprego poderão interromper as prestações por até seis meses. As medidas já estão em vigor para contratos novos e antigos.

Os demais clientes poderão ter desconto no pagamento das parcelas. O abatimento de 25% valerá por seis meses. Redução maior só será possível em casos específicos e será liberada por um período menor.

Para descontos entre 25,01% e 74,99%, o corte na prestação será feito por até três meses, se o cliente fizer uma autodeclaração ao banco sobre perda de renda.

Para obter uma diminuição acima de 75% no valor da prestação, será preciso procurar a Caixa e apresentar documentos que comprovem a perda de rendimento.

— Queremos ajudar a população nesse momento sensível — destacou o presidente da Caixa, Pedro Guimarães.

Para fazer a pausa no pagamento ou reduzir o valor das parcelas, os mutuários deverão acessar o app Habitação Caixa ou entrar em contato pelo 0800-104-0104.

Na suspensão ou na redução, o que não for pago pelo mutuário será incorporado ao saldo devedor do contrato e diluído no prazo remanescente. A Caixa alerta que o contrato não está isento da incidência de juros remuneratórios, seguros e taxas. As condições iniciais do contrato como taxa de juros e prazo serão mantidas.

— A Caixa apenas deixa de considerar o pagamento de até seis parcelas na data correta, mas mantém esse valor no saldo residual e o prazo do financiamento. O contrato não vai ser estendido por seis meses — explica Tiago Sayão, economista e professor de Economia no Ibmec/RJ.

A pedido do EXTRA, Sayão simulou como solicitar a pausa no pagamento pode impactar parcelas futuras do financiamento. No caso de um imóvel que custa R$ 150 mil e o valor financiado foi de R$ 100 mil, por exemplo, pausar o pagamento das parcelas por seis meses, faltando 10 anos para o fim do contrato, aumentará as próximas parcelas a pagar. No mês em que o mutuário voltar a arcar com as prestações, ao invés de pagar R$ 544,44, como previsto inicialmente, ele deverá desembolar R$ 597,26 Como o impacto dura até a última parcela do financiamento, esta também sobe: de R$ 280 para R$ 307,16. Fonte: Extra Globo