‘Temos uma chance real de medalha em Tóquio’, afirma o cavaleiro Rodrigo Pessoa
A trajetória olímpica de Rodrigo Pessoa é cheia de momentos marcantes. O cavaleiro de 48 anos estreou em Barcelona/1992. Conquistou a única medalha de ouro da história do hipismo brasileiro em Atlanta. Depois, vieram mais duas de bronze (Sydney e Atlanta). Em 2012, ele foi porta-bandeira da delegação brasileira. Agora, vai para sua sétima Olimpíada, em Tóquio. E mostra otimismo com novas conquistas.
“A expectativa é boa. Temos excelentes cavaleiros capazes de conseguir bons resultados. O nosso objetivo é brigar por uma medalha por equipe. Teremos competidores fortes, como Alemanha, Suíça, Bélgica e Estados Unidos, mas não temos razões para não pensar positivamente. Temos uma chance real de medalha”, disse o cavaleiro em entrevista exclusiva ao Estadão.
Pessoa é o único da equipe com experiência olímpica. O técnico suíço Philippe Guerdat convocou os conjuntos estreantes Marlon Zanotelli/VDL Edgar, Luiz Francisco Azevedo/Comic e Yuri Mansur/QH Alfons Santo Antonio para formar a equipe. Pessoa afirma que todos têm grande experiência internacional, são radicados na Europa e estão habituados às grandes competições.
O Time Brasil de Salto terá Pedro Paulo Lacerda como chefe de equipe. As competições se iniciam no dia 3 de agosto, data do Salto Qualificativa Individual, que reunirá 75 participantes.
Pessoa está voltando à seleção brasileira depois de ficar fora dos Jogos do Rio. O então técnico da seleção brasileira, o americano George Morris, convocou Pessoa como reserva. Ele justificou o fato afirmando que a montaria não estava à altura dos outros titulares. Pessoa abriu e ficou fora de uma Olimpíada pela primeira vez desde 1992. Após a saída, ele passou a ser treinador da equipe da Irlanda e conseguiu um título europeu.
“Servir a seleção brasileira é sempre uma honra. Trabalhar com a equipe irlandesa foi importante para eu me afastar um pouco e digerir tudo o que aconteceu. A Olimpíada de Tóquio vai ser diferente. São novos Jogos. O clima vai ser diferente. Vamos trabalhar do mesmo jeito”, afirmou.
Para Rodrigo Pessoa, o adiamento de um ano dos Jogos em função da pandemia do novo coronavírus foi positivo. Ele teve mais tempo para se preparar com Carlitos Way, sua nova montaria. “A adaptação envolve um processo longo, mas quando o cavalo vai evoluindo e saltando em provas maiores, a gente vê que tem capacidade. Eu só me apresentaria para uma disputa de vaga se o cavalo tivesse possibilidades”, avaliou.
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