Favorita em Tóquio, Pâmela Rosa quer andar de skate também na Vila Olímpica
TÓQUIO, JAPÃO (FOLHAPRESS) – Com o skate prestes a fazer sua estreia nos Jogos, os representantes brasileiros da categoria street desembarcaram em Tóquio neste domingo (18) e se acomodaram na Vila Olímpica.
Quando chegavam à residência oficial, ainda do ônibus, viram que há um estacionamento sob o prédio e logo identificaram um espaço convidativo para eles. Isso se as regras no local não impedirem.
“A gente chegou com o aviso de que não pode andar de skate. Eu disse: sinto muito, vocês vão me ver andando pra lá e pra cá de skate, não quero nem saber. Vai ter correria atrás da gente [risos]”, disse Pamela Rosa, 21, líder do ranking mundial e uma das favoritas ao pódio no Japão.
Consultado pela reportagem, o COB (Comitê Olímpico do Brasil) não soube precisar se existe alguma proibição formal em meio a tantos protocolos que tomam conta da rotina da Vila por causa da pandemia da Covid-19.
“Meu skate está comigo e não vai sair. Avisamos nossa confederação de que não tem como a gente ficar sem andar de skate”, afirmou Pâmela. Ela esperava primeiro descansar para se acostumar com o fuso horário, mas já não via a hora de poder mandar manobras sob o sol forte de Tóquio.
O primeiro treino brasileiro na pista que receberá a competição dentro do Ariake Urban Sports Park está marcado para quarta-feira (21). A competição masculina de street será a primeira, em 25 de julho. A feminina acontecerá no dia seguinte. Já as disputas do park serão realizadas em 4 e 5 de agosto.
O Brasil classificou o número máximo de competidores no esporte: 12, sendo 3 por gênero em cada categoria. No street, além de Pâmela, Rayssa Leal, 13, e Leticia Bufoni, 28 aparecem como fortes candidatas a medalhas. A expectativa é por um duelo acirrado das brasileiras com as skatistas japonesas.
Kelvin Hoefler, 28, Felipe Gustavo, 30, e Giovanni Vianna, 20, integram o time masculino do street.
Apesar do favoritismo e do peso da estreia, Pâmela promete não se intimidar: “Já saí do Brasil e dos EUA sabendo como são os Jogos Olímpicos, me sinto um pouco em casa, não deixo nada dessa estrutura abalar meu emocional, mas, sim, botar uma pressão em cima de mim. Para mim, quanto mais pressão melhor”.
Ela espera absorver tudo o que puder dessa experiência inédita e que já começou numa interação com os atletas da ginástica artística, que concediam entrevista no mesmo momento na área internacional da Vila Olímpica.
“Já vim conversando com o [Arthur] Nory e o Chico [Barreto] e fui muito bem recebida. Gosto de ter oportunidades novas, então poder ser bem recebida por eles, que já estão nas Olimpíadas faz muito tempo, é inacreditável”, disse.
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