Familiares e amigos se despedem de Paulo José em cerimônia restrita no Rio
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O velório do ator Paulo José, 84, aconteceu em cerimônia restrita a familiares e amigos, no Memorial do Carmo no Caju, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (12). A família não divulgou o local do velório e da cremação para evitar aglomerações durante uma pandemia.
O ator morreu na quarta-feira (11) em decorrência de uma pneumonia, segundo a TV Globo. Ele estava internado havia 20 dias em um hospital no Rio de Janeiro.
Um dos principais nomes da história do cinema e da televisão brasileira, ficou célebre por protagonizar filmes como “Todas as Mulheres do Mundo”, de Domingos Oliveira, “Macunaíma” e “O Padre e a Moça”, de Joaquim Pedro de Andrade, além de novelas como “Por Amor” e “Explode Coração”.
Paulo José teve uma carreira prolífica que cobriu mais de cinco décadas, mas havia anos estava afastado das telas por causa de um quadro de doença de Parkinson.
Seu último grande papel no cinema foi em “O Palhaço”, dirigido por Selton Mello há dez anos. Na Globo, sua participação de despedida foi na novela “Em Família”, de 2014. Mais recente, o documentário “Todos os Paulos do Mundo”, de 2017, relembrou sua trajetória.
Paulo Guimarães Gómez de Souza, gaúcho de Lavras, era doce, amistoso e sempre disposto a trabalhar. Em 1993 recebeu o diagnóstico de Parkinson, depois de uma maratona de três dias sem dormir –para gravar um especial da Globo– e algumas doses de uísque White Horse.
“Meu reino por um cavalo”, parodiou o artista-diretor após a maratona. “Cavalo branco”, completou, como revelou ele próprio num depoimento. Após beber, teve uma crise, acordou sem movimentos, com dificuldade de falar. Procurou um médico que fez dezenas de exames e, por eliminação, diagnosticou o degenerativo Parkinson.
A notícia da doença se espalhou com muito mais velocidade que a própria, e em pouco tempo os colegas o olhavam com compaixão, evitavam causar estresse ou dar papéis difíceis a ele. Não demorou para a má notícia chegar à cúpula da Globo. A emissora correu em seu auxílio.
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o licenciou da produção de novelas e o mandou para consulta nos Estados Unidos, no hospital mais especializado do mundo em Parkinson. O ator passou meses em exames e fora do ar. Poucos anos depois, ainda descobriria ser portador de outra doença crônica, um enfisema pulmonar, provavelmente causado pelo fumo –hábito que reduziu, mas nunca abandonou.
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