Devotos de Nossa Senhora Aparecida se emocionam com volta ao santuário
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Devotos de Nossa Senhora Aparecida se emocionam com volta ao santuário

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APARECIDA, SP (FOLHAPRESS) – Fiéis lotaram o Santuário Nacional Aparecida na manhã desta terça-feira (12), quando se comemora o dia de Nossa Senhora Aparecida. Em clima de emoção, muitos balançavam lenços brancos e azuis na missa das 9h, a principal celebração do dia. Esse é o primeiro feriado dedicado à santa em que os atos litúrgicos são abertos ao público em geral desde o início da pandemia de coronavírus, mas ainda com restrições.

A expectativa é que o número de devotos chegue próximo ao de antes da pandemia –em 2019, cerca de 160 mil pessoas foram ao santuário durante as celebrações para a data.

No ano em que a consagração de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil completa 90 anos, a imagem da santa entrou na Basílica envolta no mesmo escudo usado à época, quando a imagem original encontrada por três pescadores em 1717 pegou um trem especial e deixou Aparecida rumo à então capital do Brasil, o Rio de Janeiro, para a celebração.

Ao som de “O Trenzinho do Caipira”, de Heitor Villa-Lobos, a réplica da imagem passou entre os devotos, muitos choraram. Os padres abençoaram os parentes e amigos das mais de 600 mil vítimas de Covid-19.

O casal de romeiros Eliana Aparecida de Freitas Silva, enfermeira de 61 anos, e Ocimar Antônio da Silva, diretor industrial de 64, estiveram na Sala das Promessas para agradecer a recuperação do “amigo e irmão” do grupo de rezas, o contador Claudemir Vieira, 63, conhecido como Mikey, que ficou internado com Covid-19 por três meses, entre novembro e fevereiro, boa parte desse tempo na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“São 25 anos de amizade. Rezamos para Nossa Senhora interceder por ele todo esse tempo”, afirmou Eliane.”Ele chegou a ser desenganado, mas se recuperou. Perdeu a voz, não andava mais, mas recuperou tudo isso”, disse Silva.

Eliana contou que enquanto estava na UTI, o amigo disse ter visto ela vestida de enfermeira rezando por ele ao lado de sua cama. “Ele viver e se recuperar foi o verdadeiro milagre.”

A professora de natação Rosely Nogueira Duarte, 51, estava na passarela, ajoelhada, para pagar uma promessa pela cura do câncer de intestino de sua irmã, a aposentada Rosimeire Nogueira Duarte, 62, há cinco anos. Ela contou que esteve, desde então, na celebração à Padroeira do Brasil e em todas as ocasiões trouxe uma peça de roupa da parente.

Neste ano, ela decidiu atravessar a passarela ajoelhada pela confirmação da remissão da doença. “Meus joelhos estão doendo, mas o sacrifício vale a pena porque o ganho que ela teve é muito maior que qualquer dor.”

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