Velocidade da Mercedes preocupa líder Verstappen na briga pelo título da F1
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Velocidade da Mercedes preocupa líder Verstappen na briga pelo título da F1

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LONDRES, REINO UNIDO (UOL/FOLHAPRESS) – Já se passaram quatro corridas desde que a Red Bull de Max Verstappen começou a se preocupar com a velocidade de reta da Mercedes, que melhorou no Grande Prêmio da Grã-Bretanha —depois de uma sequência de vitórias do holandês na França, Estíria e Áustria— e deu outro passo na Bélgica, quando estreou uma nova unidade de potência.

De lá para cá, o atual líder do campeonato chegou a vencer mais duas vezes —em Spa e na Holanda—, mas, em todas as vezes em que a Mercedes pôde mostrar sua vantagem nas retas, ela esteve lá, independentemente da configuração que a Red Bull escolheu para contra-atacar.

Foi assim na Itália, na Rússia e no último final de semana, na Turquia. A Mercedes encontrou algo —que a Red Bull acredita pertencer à unidade de potência— que lhe permite andar com uma configuração aerodinâmica com mais asa —o que, em teoria, deveria diminuir sua velocidade—, mas, mesmo assim, ganhar nas retas.

“A velocidade de reta deles melhorou significativamente recentemente, e acho que, ainda que pudéssemos estar no mesmo nível deles anteriormente usando asas menores, agora não conseguimos nem chegar perto. Vimos isso principalmente na Turquia, onde Lewis tinha uma vantagem grande nas retas e uma asa traseira grande. Temos que maximizar nosso equipamento, e é surpreendente que eles tenham dado esse salto”, disse o chefe da Red Bull, Christian Horner.

As duas vitórias de Verstappen desde a corrida de Silverstone, identificada pela Red Bull como o momento em que o jogo começou a virar, foram em situações nas quais essa vantagem dos rivais não contou muito: o GP da Bélgica na verdade só teve três voltas atrás do Safety Car e contou com disputa da classificação no molhado, enquanto Zandvoort tem retas muito curtas, em um traçado favorável ao conjunto da Red Bull.

Nas demais corridas, Hamilton só não venceu na Hungria por uma escolha estratégica equivocada, foi apenas o quinto no último domingo (10), na Turquia, por ter levado uma punição pela troca do motor, e, no GP da Itália, teve uma colisão justamente com Verstappen, após complicar sua vida com uma largada ruim. Na Rússia, ele venceu.

O curioso desta vantagem observada pela Red Bull é que se trata de uma tendência que começou antes mesmo da troca de motor da Bélgica, gerando a suspeita de que eles estariam operando ele de maneira diferente, resfriando algumas peças importantes para que se torne mais eficiente. O time de Verstappen chegou a reclamar disso junto à FIA na época, sem sucesso.

Na Turquia, mesmo optando por uma asa que gera mais carga aerodinâmica, Hamilton era mais veloz de reta que Verstappen, e o temor do chefe do holandês é de que isso seja decisivo para o campeonato, que está bastante disputado: o piloto da Red Bull agora é o primeiro com seis pontos de vantagem, mas a liderança mudou de mãos quatro vezes nas últimas seis provas.

A próxima corrida, no dia 24 de outubro, em Austin, nos Estados Unidos, será outra em que a possibilidade de andar com mais carga aerodinâmica —importante para a velocidade nas curvas e estabilidade do carro, protegendo os pneus— aliada a uma boa velocidade de reta —já que a pista também tem retas longas— seria uma ótima combinação para a Mercedes.

“Austin tem sido uma pista de Hamilton nos últimos anos. Daí vêm México e Brasil, e essas corridas com mais altitude costumam ser boas para nós. Das últimas três, eu não sei o que esperar”, admitiu Horner.

Verstappen, aliás, que acabou tendo vantagem nas duas corridas nas quais ele e Hamilton foram punidos por trocas de motor, já cobra a equipe por melhoras. “Precisamos analisar por que não fomos competitivos na Turquia. Acho que eles melhoraram um pouco mais. Então, mesmo tendo a vantagem no campeonato, não vai ser fácil.”

A Red Bull desenvolveu seu carro por mais tempo que a Mercedes ao longo do ano, mas agora está mais focada em 2022, quando a F1 passa por uma extensa mudança de regras.

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