Série Estado Alterado, da Folha, vence Prêmio Vladimir Herzog na categoria Multimídia
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A série Estado Alterado, da Folha, venceu o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia & Direitos Humanos na categoria Multimídia. As reportagens, publicadas no segundo semestre de 2020, examinavam as experiências em política de drogas de diferentes países, com a intenção de iluminar o debate sobre o tema no Brasil.
O trabalho nasceu do entendimento de que é urgente discutir a abordagem de guerra às drogas adotada há décadas pelo Brasil, que atinge desproporcionalmente os negros, 77% das vítimas de homicídio e 67% dos encarcerados.
Foram escolhidos oito países, além do Brasil, cujas políticas vão da repressão severa às drogas à legalização de uma ou mais substâncias: Uruguai, Bolívia, Estados Unidos, Israel, Portugal, Holanda, China e Indonésia. Também foi adotado como critério abordar as políticas de nações que adotaram estratégias únicas, inovadoras e adaptadas à realidade local, avaliando com rigor os pontos de sucesso e limitações de cada modelo. Texto, vídeo e imagens retrataram uma gama diversa de pessoas envolvidas com a produção, distribuição, uso e repressão às drogas, além de profissionais que atuam na recuperação de dependentes.
Uma equipe de 20 jornalistas, coordenados por Paula Leite, trabalhou por mais de um ano no projeto, publicado em oito capítulos. Seis repórteres e três repórteres fotográficos viajaram a seis países em quatro continentes e dentro do Brasil. Outros dois repórteres realizaram suas reportagens remotamente devido à pandemia de Covid-19.
O Prêmio Vladimir Herzog, que está em sua 43ª edição, reconhece o trabalho de jornalistas, repórteres fotográficos e artistas que defendem a democracia, os direitos humanos e a cidadania.
O podcast Folha na Sala foi finalista na categoria Produção Jornalística em Áudio, com o episódio “Três gerações de uma família contam a história da escola pública”, de Juliana Deodoro, Stefano Frasson Maccarini, Ricardo Ampudia Talachia, Magê Flores e Fábio Takahashi. O vencedor foi o trabalho “O prato do preso”, de João Peres, Marina Yamaoka, Victor Matioli, Victor Oliveira, Denise Matsumoto e Amanda Flora, d’O Joio e o Trigo.
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