Desigualdade social preocupa mais CEOs no Brasil do que na média global, diz PwC
RIO – A desigualdade social preocupa duas vezes mais os executivos brasileiros do que na média global, segundo levantamento da PwC, empresa de consultoria e auditoria. De acordo com a pesquisa, 38% dos executivos no país veem a desigualdade social como ameaça ao crescimento da receita, enquanto esse percentual é de 18% na média global.
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Para os CEOs brasileiros, a desigualdade social pode impactar negativamente as empresas tanto na venda de produtos e serviços (58%) quanto na atração e retenção de talentos e competências essenciais (60%).
Carlos Coutinho, sócio da PwC, lembra que a desigualdade social no país é historicamente alta e que a indústria de consumo é a que mais sente os impactos do desequilíbrio do nível de renda.
Em meio à pandemia, inclusive, o aumento do desemprego e a queda da renda do trabalho ao menor patamar histórico elevou a preocupação da população e dos executivos, avalia:
— Pressões de renda e instabilidades em relação ao comportamento da macroeconomia implicam em incertezas grandes do ponto de vista da indústria de consumo. E a desigualdade social, que se agravou nesse período, fez deslocar mais ainda essa preocupação que já era alta do Brasil em relação ao global.
Ele continua:
— Há um fosso grande do ponto de vista da renda e do consumo que foi agravado pelo ano de 2020, onde ocorreu uma recessão, e o crescimento de 2021 não recuperou essas perdas. Aliado a isso, tem um fosso digital que atrapalha a capacidade do indivíduo de baixa renda de se engajar com o futuro. A desigualdade social é um elemento importante.
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A instabilidade macroeconômica também é vista como ameaça por 69% dos executivos no país, enquanto no restante do mundo a média chega a 43%. Globalmente, as duas maiores ameaças apontadas pelos CEOs são os riscos cibernéticos (49%) e os riscos à saúde (48%).
O levantamento também mostrou o compromisso das empresas de zerar emissões ou neutralizar suas emissões de carbono, tema que faz parte da agenda ESG (questões ambientais, sociais e de governança) e que tem ganhado espaço nas corporações.
No Brasil, 27% dos CEOs entrevistados afirmam que suas empresas assumiram compromissos net zero, enquanto esse percentual é de 22% no mundo. Quando se trata de carbono neutro, os percentuais são de 31% a nível Brasil e 26% a nível global.
De acordo com a pesquisa, as empresas do setor ligado ao consumo estão à frente da média nacional quando se trata da preocupação com as emissões.
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Cerca de 34% dos executivos brasileiros do setor de consumo afirmaram ter algum compromisso net zero e 45% se comprometeram com metas carbono neutro.
Na meta net zero, as atividades dentro da cadeia de valor de uma empresa não têm qualquer impacto líquido sobre as emissões de carbono. Já o carbono neutro é quando a empresa deseja reduzir ou compensar a quantidade de carbono emitido pelo qual ela é diretamente responsável.
A PwC também divulgou recentemente a posição do Brasil no ranking que mostra interesse em fazer negócios com o país, onde o país caiu da terceira para a décima posição entre 2013 e 2022.
A pesquisa ouviu mais de 4.400 mil executivos em 89 países. Os números globais e regionais do relatório são ponderados de acordo com o PIB dos países a fim de garantir que as opiniões dos CEOs sejam representadas de maneira equilibrada em todas as principais regiões.
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