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Conheça as instalações espetaculares da Olimpíada de Pequim-2022

Pequim entra para a história como a primeira cidade a ser sede dos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno. E ícones de 14 anos atrás voltam à  cena novamente. No total, oito instalações utilizadas em 2008 foram transformadas e reaproveitadas. Além do Estádio Nacional, o chamado Ninho do Pássaro, a lista inclui o Centro Aquático Nacional, o “Cubo d’Água” que agora virou “Cubo de Gelo”.

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Foi neste local que o americano Michael Phelps tornou-se o maior medalhista olímpico da história e César Cielo ganhou o ouro nos 50m livre. E este ano, a instalação dará lugar às disputas do curling, uma das mais curiosas dos esportes gelados.

Já o Ginásio da Capital, onde a seleção brasileira feminina de vôlei ganhou o ouro, enterrando de vez a pecha de “amarelonas”, ganhou uma pista de gelo. E é lá que o japonês Yuzuru Hanyu vai tentar se tornar o primeiro homem na história a conquistar o ouro em três jogos consecutivos desde 1928, depois de Sochi-2014 e PyeongChang-2018, na paitinação artística. E Wu Dajing terá a vantagem de atuar em casa quando defender o título dos 500m masculino na patinação em velocidade em pista curta.

“O Leque”, como é conhecido o Estádio Nacional Indoor, que lembra um tradicional leque chinês, foi construído para os Jogos de 2008 e foi sede da ginástica rítmica, trampolim e o handebol. Agora receberá o hoquei no gelo, assim como o Centro de Esportes de Wukesong (basquete em 2008).

Mas, por causa da pandemia da Covid-19, jogadores da NHL (principal liga masculina da América do Norte) não foram liberados para a Olimpíada. Canadá, principal potência, e EUA contarão com atletas universitários ou de ligas inferiores.

O legado de Pequim-2008 divide espaço com belas construções como o Oval Nacional, para a patinação de velocidade, que recebeu a apelido de “fita de gelo”.

O estádio foi construído no lugar do campo de hóquei sobre grama e do campo de tiro-com-arco, ambos situados no Parque Olímpico e utilizados para as suas respectivas modalidades nos Jogos de Verão de 2008.

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E o Big Air Shougang, sede das competições do esqui estilo livre e do snowboard e que foi construído onde antes se localizava uma usina siderúrgica, e que terá como pano de fundo quatro torres industriais de esfriamento.

É aqui que Shaun White, dos Estados Unidos, defenderá o título do snowboard, após classificação há poucos dias, na última hora. Depois do tricampeonato olímpico em PyeongChang-2018, ele tirou um tempo, ficou ausente, flertou com o skate em Tóquio-2020 mas voltou para tentar, em Pequim, a quarta medalha de ouro em Jogos (também ganhou em Turim-2006 e Vancouver-2010). Ele anunciou que esta será a sua quinta e última partiipação em Olimpíadas.

A atleta do Brasil com mais chances de bater o recorde nacional, o 9º lugar de Isabel Clark no snowboard em Turim-2006, é Nicole Silveira, que competirá em Yanqing.

Localizada a 75 quilômetros a noroeste do centro de Pequim, Yanqing é um subúrbio montanhoso da capital chinesa, conhecido pelas suas fontes termais, parques nacionais, centros de esqui e pelo trecho de Badaling da Grande Muralha da China. O local será a sede dos eventos de esqui alpino, bobsled, luge e skeleton.

Nicole é campeã da Copa América 2022 e Top 10 na etapa de Altenberg da Copa do Mundo da modalidade.

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Outro destaques emYanqing deverá ser Mikaela Shiffrin, candidata para conquistar sua quarta medalha em Jogos e, podendo ser o terceiro ouro. Detentora de recorde de vitórias no slalom em Copas do Mundo de esqui alpino, teve o último ciclo marcado pelo falecimento do pai, Jeff, em plena pandemia.

A terceira área de competições de Pequiim-2022 é a Zona de Zhangjiakou, destino popular de esqui na China que abrigará a maioria dos eventos de esqui e de snowboard (incluindo o estilo livre, o cross country, o salto de esqui, o combinado nórdico e o biatlo). E onde está localizado o Centro Nacional de Salto de Esqui.

O projeto arquitetônico deste centro se assemelha a um cetro tradicional “ruyi”, um talismã chinês e por isso ganhou o apelido de “Ruyi de Neve”.