Rodrigo Garcia omite Doria em redes sociais para se afastar de rejeição ao governador
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No momento em que o governador João Doria (PSDB) acumula rejeição no estado de São Paulo, membros da equipe do vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB) definiram que ele deve reduzir o vínculo com a imagem do presidenciável tucano.
Nesse sentido, Doria praticamente não tem aparecido nas redes sociais de Garcia, por exemplo. Em plataformas como Facebook e Instagram, o vice-governador publica fotos e vídeos de eventos dos quais participou e da família.
Nesses materiais, alguns políticos aparecem ao seu lado, ao contrário do governador. São exemplos recentes Paulo Serra (PSDB), prefeito de Santo André, e Kayo Amado (Podemos), de São Vicente.
O perfil de publicação destoa do que Garcia vinha fazendo anteriormente. No final de 2020 e começo de 2021, por exemplo, ainda longe das eleições e quando a rejeição a Doria ainda não era tão evidente, o vice-governador publicava fotos e vídeos em que somente o governador aparecia, acompanhados de mensagens em exaltação à gestão dele.
Também era comum a publicação de conteúdo em que os dois apareciam juntos, o que hoje é raríssimo.
Em nota de sua assessoria de imprensa, Garcia afirma que as redes “são pessoais para apresentar minha história e minha família. Estão todos convidados a me seguir @rodrigogarcialoficial”.
As aparições conjuntas de Doria e Garcia em eventos públicos também têm sido escassas. Nesta sexta-feira (4), por exemplo, o vice-governador não esteve em evento no Palácio dos Bandeirantes com Doria em homenagem ao mês das mulheres.
A meta de desvincular Garcia e Doria tem sido tratada abertamente pelos aliados do vice-governador, que hoje é pouco conhecido do eleitorado.
Dessa forma, para que seu cartão de visitas não seja a ligação com o governador, a ideia é apresentá-lo ao público individualmente, com informações a respeito de sua trajetória e suas ações.
Em setembro e dezembro de 2021, pesquisas Datafolha mostraram que a reprovação ao governo Doria superava a aprovação em São Paulo. A administração foi avaliada em ambos os levantamentos como ruim ou péssima por 38% dos paulistas com 16 anos ou mais, índice que superava a taxa de avaliação ótima ou boa de 24%. Houve ainda 38% que em dezembro consideravam o governo regular em setembro eram 37%.
Outro levantamento do Datafolha, realizado em dezembro, mostrou Doria com 34% de rejeição entre os presidenciáveis, empatado com Lula (PT) e atrás de Jair Bolsonaro (PL), que tinha 60%.
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