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Vítimas de golpista do Tinder arrecadam R$ 1,1 milhão e encerram doações: ‘Mais do que esperávamos’

Ayleen Koeleman, Cecilie Fjellhøy e Pernilla Sjoholm, mulheres que foram extorquidas pelo israelense conhecido como Golpista do Tinder, arrecadaram cerca de 182 mil libras esterlinas (o equivalente a R$ 1,1 milhão) por meio de uma “vaquinha” on-line lançada há dois meses. Na manhã desta segunda-feira (4), o trio encerrou a campanha por doações e agradeceu a contribuição de nove mil pessoas ao redor do mundo.

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Em comunicado publicado no site oficial da campanha, elas afirmam que, com o valor recebido, conseguirão, enfim, “recuperar nossa vida e pagar nossa dívida”. Todas ainda lidam com boletos de empréstimos contraídos enquanto se relacionaram com Shimon Hayut, que aplicou golpes em mulheres no Tinder ao se passar por Simon Leviev, filho de um magnata dos diamantes.

“Recebemos mais do que esperávamos (de doação)”, celebram Ayleen, Cecilie e Pernilla. “Com sua ajuda generosa, você nos ajudou a poder pagar nossas dívidas e seguir em frente com nossas vidas”, acrescentam elas, em recado de agradecimento aos apoiadores.

Israelense que deixou seu país de origem em 2011, após ser indiciado por fraude, Shimon Hayut, de 31 anos, é investigado por um complexo esquema criminoso. Fingindo-se passar por Simon Leviev, herdeiro do magnata Lev Leviev, o rapaz seduzia mulheres pelo aplicativo de namoro, na Europa, e depois afirmava correr perigo. Revelava, então, que estava sendo perseguido por rivais no negócio e pedia para usar o cartão de crédito das moças, por um período curto. Assim roubou mais de U$ 10 milhões.

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A história está contada no documentário “O golpista do Tinder”, da Netflix. Desde a repercussão mundial do caso, revelado por uma reportagem de um jornal norueguês, o homem foi banido do aplicativo de namoro. Preso entre 2015 e 2017 na Finlândia, está hoje longe das grades.

Vítimas do vigarista, Ayleen, Cecilie e Pernilla ressaltam que foram ludibriadas pela jeitão afetuoso do homem, que dizia querer formar uma família com cada uma delas. As mulheres, que acreditavam viver um conto de fadas, perderam entre US$ 30 mil e US$ 250 mil após realizarem transferências para Hayut. Todas recorreram a empréstimos e estouraram os limites dos cartões de crédito para ajudar o criminoso, que se dizia apaixonado por elas.

Em 2019, após ser detido com um passaporte falso na Grécia, Shimon Hayut foi condenado a 15 meses de prisão em Israel, seu país de origem. Ele cumpriu apenas cinco meses da pena devido ao “bom comportamento” e a uma política que visava diminuir a lotação nos presídios em tempos de Covid-19. Hoje, vive em Israel como um homem livre — e nunca foi formalmente acusado de aplicar golpes. Após o lançamento do documentário, o rapaz, que atualmente namora uma modelo israelense, foi banido do Tinder.