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Congonhas: Análise do TCU pode inviabilizar privatização do aeroporto de SP em 2022

A concessão do aeroporto de Congonhas (SP) — o mais lucrativo do país— deve ficar para 2023.

Investidores já contam com o atraso no cronograma do governo, que pretendia licitá-lo originalmente em maio, por três fatores: a demora na análise da privatização pelo Tribunal de Contas da União (TCU); o novo modelo do negócio, que agregou outros 10 terminais ao aeroporto paulista (diminuindo sua atratividade); e o pleito de empresários do Rio, que querem tirar do certame o terminal de Jacarepaguá (RJ), o que levaria a novos estudos da rodada de concessão.

Assim, o governo federal tende a não conseguir os avanços que queria em sua agenda de privatização neste ano, embora, oficialmente, a meta do leilão seja, agora, o terceiro trimestre.

A piora do cenário econômico, com mais inflação e juros, torna o investimento em infraestrutura menos interessante, afetando também rodovias, como o trecho Norte do Rodoanel, em São Paulo, que teve sua concessão cancelada na terça-feira.

Junta-se a isso o risco político, com a proximidade das eleições. Veja como o cenário eleitoral prejudica ainda mais o ambiente econômico para a tomada de decisão dos investidores na matéria exclusiva para assinantes do jornal O Globo.