Caminhoneiros argentinos bloqueiam rodovias por falta de diesel
A reunião convocada nesta quarta-feira pelo Ministério do Transporte da Argentina com os representantes dos caminhoneiros para tentar colocar um ponto final na paralisação, não foi realizada. Em comunicado, o ministério disse que “os manifestantes não conseguiram chegar a um acordo entre eles sobre quem participaria da reunião representando o grupo”.
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Segundo o site Infobae, os caminhoneiros que participaram dos bloqueios afirmaram que, nesta manhã, o ministro de Segurança de Buenos Aires, Sergio Nerni, havia se comprometido com a presença do ministro dos Transportes, Alexis Guerrera, da Economia, Martin Gusmán, e do secretário de Energia, Darío Martinez.
No entanto, os representantes dos sindicatos afirmaram que eles estavam sendo aguardados pela subsecretária de Transporte Automotor, Laura Labat, subsecretária de Hidrocarburos, Maggie Videla, e pelo diretor do Transporte de Cargas de Buenos Aires, Miguel Betilli.
“A reunião nunca começou porque o ministro do Transporte quebrou a promessa de estar presente na reunião, tal como havia sido acertado. A partir disto, vamos continuar com as medidas de força”, afirmou Santiago Carlucci, um dos sindicalistas.
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Os sindicatos de transporte da Argentina iniciaram uma paralisação nesta quarta-feira com bloqueios de estradas que já atingem 21 províncias do país, ocasionando enormes dificuldades aos setores produtivos e de transporte de cargas. Eles protestam contra a falta de diesel além dos preços altos do combustível.
O protesto acontece no momento em que a Argentina se encontra no auge da safra de grãos – o país é um dos maiores produtores mundiais de milho e soja. Só nos arredores de Buenos Aires, os bloqueios nas estradas provocaram mais de sete quilômetros de congestionamento .
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A paralisação nacional por tempo indeterminado é organizada pela Associação de Tranportadores Unidos da Argentina ( TUDA), citando tanto a falta de diesel como as diferenças de preços existentes entre postos de rede credenciados e os independentes, assim como no mercado atacadista do combustível.
“O setor está muito complicado, não apenas pelo problema do combustível, mas também porque a falta de insumo, nos afeta assim como a falta de acesso a financiamento em um momento em que os custos não param de subir”, disse o presidente da TUDA, Santiago Carlucci.
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No âmbito da escassez do combustível na Argentina, os preços praticados no interior são mais caros. Em províncias mais afastadas de Buenos Aires, o preço por litro do diesel está em torno de 185 pesos e 190 pesos. O preço pode subir para 230 pesos caso queiram transportar mais do que 200 litros por caminhão por conta da falta do combustível.
Caminhoneiros do interior também reclamam do aumento de outros custos relacionados ao setor de transportes, como o de pneus e de seguros.
A falta de combustível e os altos preços praticados no interior começam a afetar as colheitas da região. Em entrevista ao portal “TN”, o presidente da Associação de Produtores Agrícolas e Pecuária do Norte da Argentina, Augusto Battig, disse que essa alta poderá afetar o escoamento da produção local.
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“É uma loteria para saber o quanto vão cobrar pelo transporte da produção. E não se pode hesitar em pagar, já que quando um limão passa, não conseguimos exportar. O problema atualmente não é quanto custa o diesel, mas se tem disponível”.
Adesão
Em sua conta no Twitter, o presidente da sociedade Rural Argentina, Nicolás Pino, se pronunciou a favor do protesto dos transportadores de cargas. “Compartilhamos o movimento realizado pelos caminhoneiros em distintas áreas do país porque sem diesel não podemos seguir. São eles que transportam todos os dias insumos e produtos que o campo consome e produz”.
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Segundo ele, o governo deve garantir o abastecimento dos combustíveis para que os setores possam continuar trabalhando.
A Associação Argentina de Produtores Agropecuários (AAPA) também anunciou sua adesão à paralisação. Em comunicado, os integrantes da entidade afirmaram que “o espírito de nossa associação é contribuir com o desenvolvimento de uma agricultura sustentável e com a melhora do nível de vida dos produtores agropecuários argentinos e da sociedade em conjunto”.
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