Diesel já é encontrado a quase R$ 9 por litro após repasse de reajuste, diz ANP
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Os preços médios da gasolina e do diesel renovaram recordes históricos na primeira semana após os reajustes promovidos pela Petrobras no último sábado (18). Segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o preço do diesel nas bombas subiu 9,6% e o da gasolina, 2,2%.
O diesel foi vendido nesta semana ao preço médio de R$ 7,568 por litro. A pesquisa encontrou o produto a até R$ 8,950 por litro, em Cruzeiro do Sul (AC). Na semana anterior aos repasses, o máximo foi R$ 8,630, em Irecê e Valença, na Bahia
O litro da gasolina foi vendido, em média, a R$ 7,390. O preço mais alto foi encontrado em São Paulo: R$ 8,890 por litro. É um valor menor do que os R$ 8,990 verificados na semana anterior.
O recorde anterior no preço do diesel foi verificado na semana encerrada no dia 21 de maio: R$ 6,943 por litro. Já o preço da gasolina teve seu pico de R$ 7,298 por litro na semana encerrada no dia 14 de maio.
É a primeira vez que o diesel fica mais caro do que a gasolina no país, reflexo da crise internacional de abastecimento, que aumentou a diferença entre o valor de venda dos dois combustíveis pelas refinarias.
O governo já zerou os impostos federais sobre o produto e tenta convencer estados a baixar o ICMS, mas vem encontrando resistências. Como alternativa, estuda um programa de apoio a caminhoneiros, importante base de apoio para a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).
Para tentar baixar o preço da gasolina, o governo apoiou projeto de lei que estabeleceu um teto para a alíquota de ICMS sobre os combustíveis. O texto, porém, não tem impacto sobre o diesel, que tem alíquotas inferiores ao teto na maior parte dos estados.
Os reajustes de 5,2% na gasolina e de 14,2% no preço do diesel anunciados na última sexta-feira (17) elevaram a pressão do governo e aliados sobre a Petrobras, que ameaçaram com abertura de uma CPI e com mudanças na Lei das Estatais.
A pressão levou o então presidente da companhia, José Mauro Coelho, a renunciar ao cargo nesta segunda (20). Ele já havia sido demitido por Bolsonaro, mas aguardava assembleia de acionistas referendar o nome de seu substituto, Caio Paes de Andrade.
De acordo com a ANP, o preço do etanol hidratado segue em queda nos postos, chegando esta semana a R$ 4,873 por litro, recuo de 3,4% em relação à semana anterior. Em um mês, o preço médio do combustível caiu 4,1%.
O preço do gás de cozinha permanece estável. Esta semana, o botijão de 13 quilos foi vendido, em média, a R$ 112,70. Já o preço médio do GNV (gás natural veicular) interrompeu uma sequência de altas e caiu 0,8% esta semana, para R$ 5,313 por metro cúbico.
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