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Em jantar com advogados, Lula agradece doações e diz não ter rancor por prisão

Em jantar com advogados na noite deste domingo em um restaurante de São Paulo, o pré-candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, agradeceu as doações recebidas pelo partido e afirmou não ter rancor pelo período que ficou preso.

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O evento, organizado pelo Grupo Prerrogativas, não era dedicado à arrecadação de recursos. As doações foram feitas no período de um mês em uma campanha do partido voltada a categorias específicas de profissionais. Nem todos que doaram estiveram presentes. A arrecadação total foi de cerca de R$ 3 milhões.

Além de Lula, a tesoureira do PT, Gleide Andrade, também discursou e agradeceu pelas contribuições. Ela falou que o partido lançará uma campanha de arrecadação pela internet, que terá o mote “faça um Pix para o PT”.

O ex-presidente disse que o dinheiro recebido ajudará o PT a reorganizar as suas bases. Segundo relatos dos presentes, Lula ainda falou que até teria motivos para estar mais rancoroso em virtude dos 580 dias que ficou preso entre 2018 e 2019, mas que não tem.

Justificou dizendo que está apaixonado e que, por isso, não teria como guardar esse tipo de sentimento. Destacou saber que algumas pessoas pensam que ele poderia voltar ao poder mais rancoroso, mas garantiu que isso não acontecerá.

Numa fala rápida, Lula ainda afirmou ser necessário restabelecer a normalidade no país. Disse novamente que Geraldo Alckmin, indicado seu companheiro de chapa, será um vice participativo e que a aliança entre eles é motivo pela necessidade de cuidar do Brasil. Alckmin não discursou.

Estavam presentes no jantar advogados como Fábio Toffic, Conrado Gontijo e Alberto Zacharias Toron. Coordenador do Grupo Prerrogativas, que reúne profissionais do direto críticos à Lava-Jato e simpáticos a Lula, Marco Aurélio de Carvalho disse que há intenção de realizar “vários eventos como esse” para arrecadação depois que a candidatura for oficializada, em agosto.

O ex-presidente se sentou em uma mesa com a mulher Rosângela da Silva, a Janja, a diretora do documentário “Amigo Secreto”, Maria Augusta Ramos, Toffic e o advogado Fernando Augusto Fernandes. De acordo com os presentes, Lula mostrou bom humor e afirmou nas conversas privadas que a principal missão de um eventual novo governo será “combater o fascismo”. Houve relatos ainda de que a voz do petistas fora do microfone está muito fraca. Quase todos na mesa precisaram ficar em silêncio para entender o que ele falava.

O jantar de segunda-feira também tinha o objetivo de celebrar o lançamento de “Amigo Secreto”, que trata dos desdobramentos do vazamento de conversas de integrantes da força-tarefa da Lava-Jato e da derrocada da operação. Na terça-feira, Lula terá um novo jantar em São Paulo com advogados e empresários.