Descartado para o Senado, Luxemburgo desiste de qualquer candidatura: ‘Impensável permanecer aliançado com traidores’
Escanteado pelo seu partido, o PSB, o técnico Vanderlei Luxemburgo desistiu nesta sexta-feira de ser candidato a qualquer cargo nas eleições deste ano. Mais cedo, em convenção da legenda no Tocantins, o treinador acusou o presidente do diretório, o ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha (PSB), de agir como um “ditador”. Amastha foi escolhido como candidato da sigla ao Senado — mesmo cargo postulado por Luxemburgo.
Em longa carta, o treinador disse que não recorrerá à Justiça para tentar concorrer à mesma vaga, como havia prometido anteriormente. Segundo ele, a decisão é desistir de concorrer a qualquer posto.
“Em um primeiro momento, ao ser apunhalado pelas costas, ameacei processar o partido. Vocês sabem como é ter um sonho roubado das mãos? Mas, a essa altura, não vou atropelar a candidatura de companheiros com quem firmei compromissos e que já têm trabalho desenvolvido. Eu desejo aos companheiros do PSB o melhor: que mantenham os ideais de trabalhar pelo povo do Tocantins”, escreveu.
Durante a convenção local do partido, que aconteceu na manhã desta sexta, o clima era de confusão, e correligionários se dividiam entre aplausos e contestações. Ao fim da carta, Luxemburgo trata integrantes do partido como “traidores”.
“Por fim, informo que não irei concorrer a qualquer cargo nessas eleições. Para mim, é impensável permanecer aliançado com traidores. Continuarei investindo no Tocantins e trabalhando por esse estado que escolhi para viver. Saio desse processo com a certeza de que construí aliados, amigos e acima de tudo um projeto que já entrou pra história”, pontuou o treinador.
Vanderlei Luxemburgo chegou à sigla em março e chegou a classificar a eleição ao Senado como um “Flamengo e Vasco”, times rivais no Campeonato Carioca. O técnico de futebol resolveu investir na política ao sair do Cruzeiro, seu último clube, em dezembro do ano passado.
Amastha é presidente do PSB no estado. O político também é investigado em uma ação da Polícia Federal que apura superfaturamento em fraudes em contratos de locação de veículos. Em 2020, quatro ex-secretários da prefeitura de Palmas chegaram a ser presos, enquanto Amastha teve os sigilos bancário e fiscal quebrados. Mandados de busca e apreensão também foram direcionados a endereços ligados a ele.
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