Apontado como assassino de Barbara Victoria é suspeito de outra morte de criança em MG
BELO HORIZONTE, MG (FOLHAPRESS) – O homem de 50 anos apontado pela Polícia Civil de Minas Gerais como assassino de Barbara Victoria Vitalino Rodrigues, 10, que vivia em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), é suspeito de ter matado outra criança, de 12 anos, em 2012, na cidade vizinha de Santa Luzia.
Paulo Sérgio de Oliveira foi encontrado morto na casa de uma tia no dia 3, um dia depois de o corpo de Barbara ter sido localizado em um matagal de Ribeirão das Neves. Há indícios de que Oliveira tenha cometido suicídio.
A Polícia Civil afirma que a investigação sobre a morte da menina em Santa Luzia já tramitava na Delegacia Especializada de Homicídios do município e que, depois do assassinato de Barbara Victoria, a corporação passou a trabalhar com a possibilidade de os dois crimes terem sido cometidos pela mesma pessoa.
“Após a divulgação do caso da morte da criança de dez anos, em Ribeirão das Neves, verificou-se a hipótese do suspeito ter algum tipo de envolvimento no caso investigado em Santa Luzia”, diz nota enviada pela polícia.
Assim como Barbara, a garota de Santa Luzia teve o corpo abandonado em um matagal com sinais de violência sexual. No caso mais recente, exames comprovaram ter ocorrido estupro.
A polícia afirma que a investigação em Santa Luzia corre em sigilo e não fornece outras informações sobre o caso.
Tanto Barbara como a garota da cidade vizinha haviam saído de casa sozinhas e não retornaram. No caso de Barbara, imagens de câmeras de segurança mostram a garota por volta das 17h30 de domingo (31) em uma padaria.
Barbara foi assassinada no mesmo dia e teve o corpo deixado no matagal por volta das 21h30, segundo o delegado responsável pelas investigações, Fábio Werneck.
O suposto assassino de Barbara, que pode ser também o responsável pela morte da garota de Santa Luzia, chegou a ser levado a uma delegacia de Ribeirão das Neves na segunda (1º). Depois de ouvido, foi liberado. Segundo o delegado, até então não existiam provas de que teria cometido algum crime.
Na ocasião, Oliveira forneceu voluntariamente material para realização de exame de DNA. O resultado foi confrontado com secreções encontradas no corpo da criança.
As apurações em Ribeirão das Neves mostraram ainda que Oliveira esteve na casa da família de Barbara dias antes para realização de um serviço elétrico. Familiares da garota informaram à polícia que outras pessoas estavam na casa e que em momento algum Oliveira teria ficado sozinho com Barbara.
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