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Após proposta do STF e pressão por ‘desfasagem’, parlamentares podem aumentar o próprio salário

Reservadamente, líderes apontam que há uma “perda” no salário de deputados e senadores e que o ideal seria encontrar “um meio termo” para satisfazer a todos.

Por enquanto, o governo não rechaça a ideia de operar os reajustes no orçamento.

— Não tem ainda uma posição (do governo), não me ocupei disso. Em princípio, não tem espaço orçamentário, mas não me debrucei sobre o assunto. É o caso de o tema ficar só para depois da eleição — diz o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR).

No grupo de Whatsapp da Comissão Mista de Orçamento (CMO), segundo integrantes ouvidos pelo GLOBO, o tema ainda não foi debatido entre os parlamentares.

Marcel van Hattem (Novo-RS), que participa dos trabalhos da CMO, diz que votará contra o reajuste.

— Sou contra (o aumento) porque acho que não é coerente com o momento que o país está vivendo, de altíssima inflação. A gente sabe que esse aumento impacta no serviço público. O aumento dos salários da elite gera um efeito cascata sobre os demais salários. Ele serve para que os servidores possam ganhar mais, acima do teto atual do funcionalismo. A gente precisa focar é numa reforma administrativa de verdade — diz Van Hattem.