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‘Dá para ganhar mais sendo PJ’, afirma especialista Ozni Batista

Grande parte dos trabalhadores já pensou em abrir uma empresa para deixar de ser CLT e se aventurar no mundo da pejotização. O grande motivo para não tirar o projeto do papel é o medo que ainda existe em empreender. Para muitos especialistas, as possibilidades de ganho são, de fato, maiores quando você é o próprio patrão.

“Dá para ganhar mais, sim, sendo PJ. PJ é ter mais oportunidade. Dá para você trabalhar para mais de uma empresa, você gere a sua carreira, cria seu horário, faz a administração dos ganhos sem descontos… E pode planejar investimentos com isso. A possibilidade de multiplicar o salário é imensa”, afirma Ozni Batista, especialista em desenvolvimento de carreiras.

Para dar o primeiro passo, segundo o profissional, o essencial é planejar.

“É preciso ter calma para começar a empreender. Mas estudar e analisar os cenários também é essencial, o que compreende o planejamento. Não precisa atropelar etapas e nem deve ser feito isso, porque quanto mais paciência houver, melhor será o resultado”, alerta.

À reportagem, Ozni entrega seis passos para deixar de ser CLT e empreender. Confira:

Junte as coisas: “Antes de abandonar a CLT, abra a empresa e comece a fazer testes. É possível fazer as duas coisas juntas no começo, porque, de cara, a demanda da empresa não será tão grande assim, mesmo. Um ponto importante é começar a estruturar o seu próprio modelo de negócio sem abandonar o trabalho para ter aquela renda que já está no orçamento. E aí aos poucos você observa como é possível fazer a adaptação e migração”.

Organização: “Ser empreendedor é uma ótima forma de ganhar mais dinheiro, mas até que a empresa comece a dar lucros você vai precisar se manter. Ou seja, faça uma reserva de dinheiro ou uma aplicação programada para, se caso precise, possa usar. A melhor forma é economizar dinheiro e, por um tempo antes de fazer a migração, pensar em uma forma de armazenar esse fluxo de caixa para planejar a saída da CLT”.

Gerenciamento: “Quanto mais organizado em questão de tempo, melhor. Quando você deixa a CLT, vai precisar gerir a própria carreira e, logo, o próprio horário de trabalho. Mas o ganho está diretamente proporcional a essa dedicação. Então, aprenda a se manter produtivo dentro de um tempo razoável sem que haja prejuízo nesse sentido”.

Mercado: “Estude suas habilidades, veja qual é a dor do mercado e tente pensar em formas de inovar para atender essa demanda. Empreendedorismo é comunicar, vender, planejar, ter liderança financeira e liderança pessoal e, se precisar, faça cursos para isso. Todo empreendedor começa fazendo tudo, mas também, aos poucos, é possível contratar pessoal para começar a designar as tarefas”.

Peça ajuda: “Quem troca a CLT pelo PJ precisa de ajuda, sim. Veja como funciona, teste como é o operacional do novo sistema e peça ajuda de profissionais. Converse com amigos que já estão nesse mercado e, aos poucos, vá emplacando a melhor forma de adotar as mesmas práticas para você mesmo”.

Motivações: “Meça o quanto você tem de motivação para largar a CLT e se tornar PJ. Toda dedicação requer um propósito, afinal, tudo isso é do tamanho da necessidade ou da vontade de melhorar de vida. Fazer a transição é uma decisão que precisa de cuidado, porque não é fácil, e pensar em objetivos pode ajudar. O que quer fazer daqui 5 anos? No que se vê trabalhando daqui 5 anos? Quanto quer ganhar daqui 5 anos? Reflita. Só que nada disso vai mudar se você não agir”.