Lucy Alves fala sobre ‘rolance’ com produtora: ‘Não me exponho, mas também não me escondo’
“Um rolo que é quase romance, e nem namoro e nem um lance”, diz o refrão de “Rolance”, uma das faixas de “Perigosíssima”, novo disco de Lucy Alves. A cantora e atriz — que protagonizará “Travessia”, próxima novela das 21h — define assim o relacionamento que mantém com a produtora Victoria Zanetti: “É um rolance”, ela diz, aos risos.
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A artista conta que se surpreendeu quando viu, há alguns meses, o tal “rolance” virar notícia. À época, circularam fotos de Lucy e Victoria aos beijos, num restaurante no Leblon, na Zona Sul do Rio. A paraibana de 36 anos conta que não se preocupou com o fato:
— Acho chato que um beijo ainda seja notícia. Tem aquela coisa tipo: “Vamos tirar o fulano do armário”. Gente, não é isso! Realmente, sou muito reservada. Não me exponho, mas também não me escondo. Se me questionarem (sobre relacionamentos e orientação sexual), eu falo. Para mim, não é uma questão — frisa. — Não é que todo mundo tenha que falar sua sexualidade. Fala se quiser! Mas temos que normalizar isso, e saber que está tudo bem. A gente tem que praticar o amor. E pode falar, sim. Tá tudo certo. Não tem mais volta, sabe?
Lucy diz que vive um momento de “libertação”, algo que se traduz nas letras de “Perigosíssima”:
— Cada vez mais, estou assim: me desfazendo de qualquer amarra, falando o que quero falar, amando quem eu quiser, saindo com quem eu quiser… — ela reforça. — A gente está vendo, cada vez mais, as mulheres falando sobre o que elas quiserem. A gente também bebe, vai pra festa, beija quem a gente quiser. Estamos vivendo esse momento. As mulheres de hoje são isto: cada vez mais livres.
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Finalista da segunda edição do “The Voice Brasil” (em 2013), a cantora e atriz lembra que precisou conduzir um “papo cuidadoso” com os pais, na juventude, para falar sobre sua orientação sexual. Até então, o tema nunca havia sido tratado abertamente pela família.
— Meus pais são do interior, mais conservadores — relembra. — Acho que não dá para fechar os olhos para o mundo. A pessoa fala: “Ah, sou de outro tempo.” E eu respondo: “Beleza, é de outro tempo, mas está aqui e agora.” Temos que levar isso para a novela, a TV… Houve um momento em que me questionei: “Será que posso fazer isso? Será que vai pegar bem ou mal?” Mas não é por aí. É um direito ser feliz e ser quem a gente é. E é muito libertador quando se entende que está tudo certo.
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