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Pacheco diz que ‘forças das instituições’ vão prevalecer sobre ‘qualquer arroubo de retrocesso democrático’

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta segunda-feira que não vai admitir, na eleição deste ano, qualquer cenário que fuja da “normalidade democrática”. O senador deu a declaração após um encontro com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de algum tipo de ruptura por causa das eleições, o parlamentar completou que acredita que as instituições vão prevalecer sobre “qualquer tipo de arroubos de retrocesso democrático”.

— A perspectiva que nós temos verdade é que a maturidade política, a força das instituições e a força da nossa democracia prevalecerão sobre qualquer tipo de arroubo de retrocesso democrático — disse Pacheco, que também afirmou: — Não quero admitir nenhuma outra possibilidade que não seja essa da normalidade democrática.

O presidente do Senado também reforçou sua confiança nas urnas eletrônicas e no sistema eleitoral brasileiro, alvos com frequência do presidente Jair Bolsonaro (PL). Sem apresentar provas, o chefe do Planalto tem feito ataques à lisura das eleições brasileiras, afirmando que o pleito pode ser fraudado. 

Embora Pacheco não cite diretamente Bolsonaro, as declarações do presidente da Câmara tem sido consideradas uma resposta aos questionamentos do mandatário em relação ao processo eleitoral. O senador afirmou ainda, nesta segunda-feira, que tem confiança de que o resultado das eleições será respeitado por todos os candidatos e partidos.

— Tenho plena confiança na lisura do processo, confiança nas urnas eletrônicas, no sistema de votação. Confiança de que os eleitores exercerão de maneira democrática a sua vontade no dia 2 de outubro e que o resultado das urnas, seja qual, for será absolutamente respeitado por todos, inclusive pelos partidos e pelos candidatos — disse.

Em diversas ocasiões, Pacheco já afirmou que a defesa de democracia deveria partir de todos, “sem exceção”, e que os questionamentos a respeito da lisura do processo eleitoral não possuem “lastro probatório ou legitimidade”.