Israel diz que repórter da Al Jazeera provavelmente foi morta involuntariamente por suas forças
Por James Mackenzie
JERUSALÉM (Reuters) – As investigações israelenses sobre o assassinato da jornalista Shireen Abu Akleh, da Al Jazeera, em maio, concluíram que ela deve ter sido baleada involuntariamente por um soldado israelense, mas não era um alvo deliberado, disseram os militares de Israel nesta segunda-feira.
Abu Akleh, um cidadã norte-americana-palestina, foi morta a tiros em 11 de maio enquanto ela cobria uma operação militar israelense na volátil cidade de Jenin, na Cisjordânia ocupada, em circunstâncias que permanecem fortemente contestadas.
Os militares israelenses dizem que as tropas que conduziam operações em Jenin estavam sob fogo pesado de todos os lados e dispararam de volta, inclusive contra a área onde Abu Akleh estava, a cerca de 200 metros de sua posição, mas que não conseguiram identificá-la como uma jornalista.
Um dos rostos mais conhecidos da reportagem sobre o conflito entre Israel e Palestina por duas décadas, a morte de Abu Akleh provocou indignação em todo o mundo, principalmente depois que a polícia agrediu pessoas em seu funeral em Jerusalém.
Outros relatos de testemunhas do incidente contestaram que as posições israelenses estavam sob fogo da área onde Abu Akleh estava quando ela foi morta.
A investigação israelense, que incluiu entrevistas com soldados do país, análise da cena e gravações de áudio e vídeo, descobriu que “não era possível determinar inequivocamente a origem do tiroteio” que matou Abu Akleh.
Mas Israel negou repetidamente que a jornalista era alvo de suas forças e disse que a investigação mostrou que os soldados agiram de acordo com suas regras de combate.
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