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Comerciante é preso por compra de voto e distribuição de santinhos a clientes neste domingo, em MT

Um comerciante de 36 anos foi preso por compra de votos e distribuição de santinhos aos clientes dele, em uma distribuidora de bebidas, neste domingo, em Cuiabá. O crime foi considerado boca de urna, segundo a Polícia Militar.

A polícia foi até o local após receber a denúncia e, ao chegar no estabelecimento, encontrou o homem com os santinhos nas mãos. À PM, ele negou que estivesse comprando votos e disse que estava somente pedindo aos clientes que apoiassem determinado candidato, o que é proibido no dia da eleição.

No balcão da distribuidora, a polícia encontrou mais materiais de campanha. O comerciante foi preso em flagrante por crime eleitoral e conduzido à sede da Polícia Federal, em Cuiabá, e deverá passar por audiência de custódia.

Dinheiro vivo e lista de eleitores

Outro eleitor, de 60 anos, foi preso em Cuiabá por compra de voto. O homem estava circulando de carro por um bairro periférico da capital mato-grossense com mais de R$ 11 mil em espécie e uma lista com nomes de pessoas, que teriam recebido ou iriam receber para votar em determinado candidato.

Ele foi preso depois que uma testemunha chamou a polícia e denunciou que o idoso estava oferecendo dinheiro em troca de voto. No carro, além do dinheiro, a polícia encontrou materiais de campanha de um candidato.

Compra de voto é crime

A Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) estabelece que “arregimentar eleitores ou fazer propaganda de boca de urna no dia da votação é crime” e prevê como punição a detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa no valor de 5 mil a 15 mil reais.

No entanto, a legislação permite a manifestação de apoio silenciosa, com bandeiras, broches, adesivos, camisetas e outros acessórios.