Amazon congela contratações corporativas em negócios de varejo por desaceleração nas vendas
A Amazon.com interrompeu as contratações para cargos corporativos em seu negócio de varejo, no mais recente sinal de que a maior empresa de comércio eletrônico do mundo está ajustando sua força de trabalho por causa da desaceleração das vendas on-line.
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A empresa vai pausar o recrutamento até o final do ano, de acordo com uma pessoa familiarizada com o assunto. O congelamento se aplica a funções corporativas na divisão Worldwide Amazon Stores, não à rede de armazéns onde a maioria de seus funcionários trabalha, disse a pessoa.
“A Amazon continua a ter um número significativo de vagas disponíveis em toda a empresa”, disse o porta-voz Brad Glasser em comunicado nesta terça-feira. “Temos muitos negócios diferentes em vários estágios de evolução e esperamos continuar ajustando nossas estratégias de contratação em cada um desses negócios em vários momentos.”
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A Amazon é a mais recente empresa de tecnologia a tentar controlar custos em meio a sinais de enfraquecimento da economia. Semana passada, a Meta Platforms, dona do Facebook, anunciou planos para reduzir o número de funcionários pela primeira vez.
Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, a empresa de Mark Zuckerberg já colocou à venda um de seus escritórios em Nova York.
Mais cedo, o New York Times informou sobre o congelamento das contratações corporativas da Amazon, citando um e-mail interno. Segundo o jornal, a pausa nas contratações não afetaria a unidade de serviços em nuvem, altamente lucrativa da empresa.
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De acordo com o jornal, a Amazon disse aos recrutadores para informar aos candidatos a emprego que não estava fazendo um congelamento de contratações, embora tenha dito que todas as requisições de emprego abertas deveriam ser fechadas nos próximos dias. No entanto, novas vagas estarão disponíveis no início de 2023.
Em abril, o diretor financeiro Brian Olsavsky afirmou que Amazon estava sublocando alguns espaços de seus armazéns e interrompendo o desenvolvimento de instalações destinadas a funcionários de escritório, dizendo que precisava de mais tempo para descobrir quanto espaço seria necessário para o trabalho híbrido.
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Em setembro, o CEO da Amazon, Andy Jassy, prometeu desfazer parte de uma expansão da era da pandemia, que sobrecarregou a Amazon com um excesso de espaço de armazenamento e muitos funcionários. A empresa fechou, atrasou ou abandonou planos para dezenas de armazéns nos EUA e na Europa.
A Amazon reduziu sua força de trabalho em quase 100.000 pessoas entre março e junho, o maior declínio trimestral de sua história. A gigante de tecnologia, maior empregador do setor, tinha mais de 1,5 milhão de trabalhadores em período integral e parcial em 30 de junho.
O movimento das empresas de tecnologia de cortar custos e frear contratações vem ocorrendo desde o fim do segundo trimestre, pressionadas pelo temor de recessão e a guerra na Ucrânia.
Em julho, a Alphabet , empresa controladora do Google, anunciou que, embora a empresa tenha adicionado 10.000 novos funcionários no segundo trimestre, iria diminuir o ritmo de contratação pelo restante do ano, priorizando os talentos técnicos e de engenharia.
A Apple também planeja desacelerar as contratações e gastos em algumas divisões no ano que vem para lidar com uma possível recessão econômica, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. A empresa lançou o iPhone 14 em setembro e ainda espera reverter o quadro. A gigante de tecnologia tinha 154.000 funcionários em setembro, quando seu último ano fiscal terminou.
Em maio, foi a vez de a Microsoft anunciar que estava desacelerando as contratações nos grupos Windows, Office e Teams, para enfrentar a volatilidade econômica. A empresa tinha 181.000 funcionários em 2021. Em julho, anunciou que havia começado a eliminar muitas vagas de emprego – um congelamento que “vai durar indefinidamente”.
Também em maio, o Twitter iniciou um congelamento de contratações e diminuiu as ofertas de emprego devido à incerteza em torno da aquisição da empresa pelo bilionário Elon Musk, de acordo com um memorando interno obtido pela Bloomberg. A empresa tinha 7.500 funcionários em 2021.
Nesta terça-feira, no entanto, parece que o imbróglio envolvendo o bilionário pode estar chegando ao fim. Elon Musk voltou atrás e disse que aceita comprar a plataforma pelo preço inicial ofertado: US$ 44 bilhões.
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