Governadores prometem dar sangue e pedir voto todos os dias a Lula e Bolsonaro
SALVADOR, BA, RIO BRANCO, AC, TERESINA, PI, CURITIBA, PR, PORTO ALEGRE, RS, BELO HORIZONTE, MG, RECIFE, PE, GOIÂNIA, GO, CUIABÁ, MT, E CAMPO GRANDE, MS (FOLHAPRESS) – Dar o sangue, dedicar-se de corpo de alma e pedir votos todos os dias. A promessa de batalhar votos por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da corrida presidencial foi feita neste domingo (2) não por eleitores comuns. Governadores eleitos ou que vão disputar o segundo turno já declararam, em sua maioria, apoio a um dos candidatos, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.
São cabos eleitorais assumidos de Lula os eleitos ou que vão ao segundo turno de ao menos sete estados do Nordeste –Maranhão, Rio Grande do Norte, Bahia, Pernambuco, Ceará, Piauí e Paraíba.
Vão batalhar votos por Bolsonaro os vitoriosos ou que tentam ganhar no 30 de outubro dos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Roraima, Acre, Amazonas, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina e Rondônia.
Preferiram, na noite de domingo, ainda não declarar apoio a nenhum candidato os reeleitos Helder Barbalho (MDB), do Pará e Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás, além do eleito Clécio Luís (Solidariedade), do Amapá.
Romeu Zema (Novo), reeleito em Minas, que no domingo evitou dar declarações sobre o cenário nacional, anunciou nesta terça-feira (4) apoio a Bolsonaro.
O gaúcho Eduardo Leite (PSDB) e o baiano ACM Neto (DEM) estão entre os que disputam o segundo turno e não definiram se estarão do lado de Lula ou Bolsonaro.
“Vamos nos dedicar de corpo e alma para eleger o Lula. Não tem tempo para descansar. A turma do Bolsonaro não brinca em serviço. Mais uma vez as fake news fizeram efeito nos estados da região Sudeste e de novo teve uma votação surpreendente de candidatos bolsonaristas em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, disse o eleito ao governo do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
A mesma ferve militante encontra coro no vizinho maranhense Carlos Brandão (PSB), reeleito. “Ele [Lula] veio ao Maranhão, gravou vídeos, subiu no palanque e nos ajudou muito a vencer essa eleição no primeiro turno e por isso vamos dar o sangue para eleger o Lula”.
“O Brasil precisa entender a importância de eleger Lula presidente. Lula traz de volta a esperança do combate à fome e ao desemprego. Tenho certeza que nessa eleição não mudou nada. Nós só reafirmamos que a Bahia tem lado”, disse o petista Jerônimo Rodrigues, que disputa o segundo turno na Bahia contra ACM Neto (DEM).
No Sergipe, os rivais Rogério Carvalho (PT) e Fábio Mitidieri (PSD) lutarão pelo apoio do ex-presidente.
A petista Fátima Bezerra, reeleita, diz que a eleição não terminou no Rio Grande do Norte. “A estratégia fundamental vai ser ampliar mais ainda a votação de Lula no Nordeste. É muito importante para a gente derrotar esse projeto conservador representado por Bolsonaro”.
Também com a própria campanha já encerrada, Cláudio Castro (PL) promete a mesma dedicação neste outubro, mas para o atual presidente. “Irei pedir votos todos os dias para Bolsonaro”, disse o reeleito, na noite de domingo.
Em Mato Grosso do Sul, Capitão Contar (PRTB) disse estar mais preocupado em ajudar Bolsonaro do que ser eleito governador. “Meu objetivo número 1 é reeleger Bolsonaro, algo mais importante que minha candidatura”.
Na última quinta, um apelo de Bolsonaro durante o debate, na TV Globo, foi o suficiente para alavancar a candidatura de Contar, que saiu das urnas na liderança, com 26% dos votos válidos nas urnas.
O Acre, estado que por décadas elegeu petistas, tem em Gladson Cameli (PP), reeleito neste primeiro turno, um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro. “No segundo turno, sou Bolsonaro. Gente, gratidão é tudo. Ele me ajudou muito. O Acre é grato”, disse o governador.
Também no Norte, o governo reeleito de Roraima, Antonio Denarium (PP), reforçou no domingo sua fidelidade a Bolsonaro. “Ele tem total apoio do estado de Roraima.”
No Paraná, Ratinho Jr (PSD), reeleito, disse apoiar o atual presidente. “No segundo turno vamos trabalhar para o presidente Bolsonaro, né. Foi uma demonstração muito clara que as pesquisas erraram e erraram feio. Nós queremos consolidar esta parceria com o presidente Bolsonaro.”
Em Minas, Romeu Zema (Novo) preferiu levar para a direção nacional de seu partido a decisão sobre o apoio ao presidente. No domingo, ele havia se recusado a responder de quem pretendia estar ao lado na corrida presidencial.
O gaúcho Eduardo Leite (PSDB) adiou o posicionamento. “Seria irresponsável fazê-lo antes de conversar com o grupo político que eu represento”, declarou, quando questionado sobre apoio a Lula ou a Bolsonaro.
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