Brasil vê nova geração encantar rumo a inédito título do Mundial de Vôlei
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após anos contando com nomes consagrados pelo bicampeonato olímpico, a seleção brasileira feminina de vôlei tem a chance de conquistar o Mundial da modalidade, neste sábado (15), contra a Sérvia, sem qualquer representante, em quadra, dos times campeões em Pequim 2008 e Londres 2012.
Salvo o técnico Zé Roberto Guimarães, o Brasil se despediu de alguns nomes consagrados e abriu espaço para novas lideranças, como a camisa 10 Gabi, maior pontuadora verde-amarela no torneio, com 250. Até a bicampeã olímpica Sheilla se rendeu as novas caras da seleção brasileira.
“Tem uma geração nova vindo, e vindo muito bem. Isso é super importante. Essas jogadoras de 20, 21 anos tem tudo para se firmar no cenário do vôlei mundial”, disse Sheilla ao UOL Esporte antes do início do Mundial. A ex-jogadora, inclusive, está na Holanda acompanhando o mata-mata da competição.
O “primeiro teste” de algumas dessas jogadoras, como Gabi e Carol, aconteceu nos Jogos de Tóquio, onde o Brasil conquistou a medalha de prata após perder a final para os Estados Unidos. Já Kisy e Julia Bergmann comandaram a seleção rumo ao vice-campeonato da Liga das Nações, em julho deste ano.
Ao lado de nomes experientes, como Carol Gattaz e Rosamaria, a jovem seleção brasileira tenta o título inédito contra a atual campeã Sérvia. O Brasil soma três vices mundiais (1994, 2006 e 2010), além de um bronze em 2014.
“Cada grupo tem uma história. É tudo novo, mas óbvio que a experiência conta. Tenho certeza que o grupo vai lutar muito para trazer esse título inédito para o Brasil”, afirmou Rosamaria.
E o desempenho da nova geração impressionou até Zé Roberto. “Esse grupo está muito bacana. O segredo desse time é o trabalho e a dedicação. Sabíamos que não tínhamos o maior potencial entre os times, mas é uma equipe muito bem liderada pela Gabi. Elas têm um cuidado muito grande com a alimentação e o descanso”, disse após vitória sobre a Itália pela semifinal.
No caminho até a decisão, o Brasil venceu as italianas na semi, as japonesas nas dramáticas quartas de final. Antes, a seleção havia vencido Bélgica (3 a 1), Itália (3 a 2), Porto Rico (3 a 0) e Holanda (3 a 0), terminando a segunda fase com 100% de aproveitamento.
Brasil e Sérvia se enfrentam hoje (15), às 15h (de Brasília), Apeldoorn, na Holanda, pela final do Mundial de Vôlei. Mais cedo, Estados Unidos e Itália jogam pelo bronze.
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