Janones responde a cinco ações no TSE por postagens em redes sociais
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O deputado federal André Janones (Avante-MG) responde a cinco ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por publicações em redes sociais nessas eleições.
A coligação Pelo Bem do Brasil, que inclui PP, PL e Republicanos, protocolou três delas, sendo dois pedidos de direito de resposta. Em uma, o grupo de partidos pede retratação por uma postagem com mais de 12 mil curtidas na qual o parlamentar chama o presidente Jair Bolsonaro (PL) de miliciano; na outra, com mais de 24 mil curtidas, é exibido um compilado de falas do mandatário sobre a covid-19, tais como “é só uma gripezinha” e “quer que eu faça o quê?”.
A terceira é uma representação por propaganda eleitoral irregular em uma publicação na qual Janones insinua que Bolsonaro poderia estar por trás da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso de suspender o piso da enfermagem. O TSE acolheu o pedido do presidente.
Há uma quarta representação, a qual a coligação protocola junto com Bolsonaro, pedindo o direito de resposta à afirmação de que o presidente não aceitaria a extradição do jogador de futebol Robinho, acusado de crimes sexuais na Itália, em troca do apoio à sua reeleição.
A quinta é protocolada apenas pelo PL, partido de Bolsonaro, mas inclui no polo passivo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nessa, Janones faz uma live, que teria sido retransmitida pelo perfil de Lula, anunciando o fim do Auxílio Brasil a partir de janeiro de 2023.
Embora não integre oficialmente a campanha de Lula, Janones vem liderando a ofensiva nas redes sociais em prol do petista. Algumas publicações geram incômodo entre os auxiliares mais próximos do ex-presidente, mas a ordem é ser pragmático e aproveitar essa distância para deixá-lo tuitar.
Ao Painel, Janones disse não temer as ações e garantiu que cumprirá todas as decisões judiciais que porventura vierem. Ele nega que as publicações sejam fake news, porque diz que, como advogado, toma o cuidado de não cravar informações que não tenha confirmado.
“Estou fazendo suposições, isso é legítimo. Eu levanto dúvidas, ok, eu admito. Mas eu não cravo afirmações, é muito diferente do que o bolsonarismo faz”, diz.
Janones reconhece, ainda, que joga no limite para se contrapor à estratégia de aliados do presidente e que está “a um milímetro do pântano das fake news”, mas afirma estar longe de ter a estrutura que a campanha à reeleição de Bolsonaro tem. “Eles estão perdendo para o exército de um homem só, com um celular na mão.”
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