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Brasileiros já tem mais medo de sofrer golpes do PIX do que ser forçado a sacar dinheiro no caixa eletrônico, aponta pesquisa

“Urubu do PIX”, golpe do PIX agendado, “robô” do PIX: com fraudes financeiras envolvendo o sistema de pagamento instantâneo se sofisticando a cada dia, brasileiros já têm mais medo de ter o celular furtado, ser forçado a fazer transferências ou ser vítima de golpe, tudo isso via PIX, do que ser obrigado a sacar dinheiro no caixa eletrônico, por exemplo.

Os dados são de um estudo encomendado pelo Banco24Horas ao Instituto Locomotiva. A pesquisa ouviu 1.182 pessoas de todas as regiões do país de forma online.

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De acordo com os dados apurados pelo levantamento, 51% dos entrevistados revelaram ter como situações que geram mais medo possibilidades de prejuízo financeiro envolvendo o PIX. Nesse contexto, o acesso indevido em contas por criminosos após o celular ser roubado ou furtado encabeça a lista (23%), seguido de ser forçado a fazer transferências (15%) e se tornar vítima de algum topo de golpe ou fraude (13%).

Ter dados de cartão de crédito ou débito usados para compras indevidas (12%), vazamento de dados online (12%) e a clonagem de cartões de crédito (11%) completam a lista, seguido de ser forçado a sacar dinheiro no caixa eletrônico (10%). Pagar um boleto falso é a situação que mais amedronta 3% dos ouvidos.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados o que despertava mais medo: ter o celular ou a carteira roubados, e, para 86% dos ouvidos, o celular é prioridade. Entre as classes A e B, o percentual sobe para 92%.

A pesquisa também apontou que, enquanto a adesão ao PIX só cresce – com cerca de 510 milhões de chaves cadastradas e mais de 2,3 bilhões de transações desde a implantação no sistema, segundo o Banco Central – mais da metade da população utiliza dinheiro como uma das principais forma de pagamento.

Dos entrevistados, 63% afirmaram que, além de utilizar dinheiro vivo para pagamentos, também o tem como principal forma de receber renda.

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Entre as classes D e E, onde a desbancarização é maior, a concentração do dinheiro em espécie é ainda maior, sendo uma prioridade no dia a dia de um terço dessas pessoas.

Além disso, o levantamento mostrou que 22% recebem ao menos parte de seus rendimentos em dinheiro. Os perfis que mais se destacam no recebimento dos rendimentos em dinheiro são as classes menos favorecidas, não bancarizados e entre 35 e 44 anos.

Entre as principais motivações para o uso do dinheiro estão a aceitação exclusiva dessa forma de pagamento nos estabelecimentos (20%), o costume (16%), a obtenção de descontos (15%), a segurança de sair apenas com o dinheiro necessário (11%) e ainda como meio de controle de gastos (9%). Este último índice, aliás, chega a 15% para as pessoas com mais de 45 anos.

A pesquisa também  86% dos entrevistados utilizam o caixa eletrônico no País, o equivalente a136 milhões de pessoas. Desse total, 53% usam o equipamento no mínimo uma vez por mês e42% fazem transações de saque no dia a dia e 41% para emergências

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Segundo o estudo, 97% dos entrevistados declararam ter conta em banco. Destes, 68% possuem conta em bancos com agências físicas e também em instituições digitais, o que evidencia, de acordo com a análise, a convivência entre os meios físicos e digitais, com forte presença do dinheiro físico e dos caixas eletrônicos no cotidiano da população.

– Bancos com agência física e os digitais compartilham do mesmo cliente na maior parte dos casos. Isso nos dá indícios de que o público procura esta variedade e que quer ter opções de acordo com sua conveniência – diz Renato Meirelles, CEO do instituto.