Pessoas com deficiência lançam manifesto pró-Lula depois de neutralidade de Mara Gabrilli
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Um grupo de pessoas com deficiência de diversas parte do país lançará nesta sexta-feira (21) um vídeo em que manifestam seu apoio à candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Pessoas com deficiência de diversos estados do Brasil falam em Libras e em português: nós estamos com Lula pela vida, pelo direito ao estudo, pelo SUS. Eu voto Lula pelo respeito às pessoas, pela educação inclusiva, pela acessibilidade no ensino superior”, diz a peça.
Segundo os participantes da ação, o governo de Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição, estaria apresentando uma falsa política de acessibilidade para a população.
O manifesto destaca que a gestão do mandatário editou o decreto que extinguiu a eleição para o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e adiou a data limite para que salas de cinema sejam obrigadas a disponibilizar recursos de acessibilidade.
Os participantes também lembram do episódio em que Bolsonaro se irritou e empurrou para trás um intérprete de Libras que o acompanhava durante um evento do PL.
“A gente sofreu muito ataque nesse governo. Todo o progresso que tivemos foi para trás. Não é nem que parou”, afirma a performer e videoartista Estela Lapponi, responsável por articular o vídeo ao lado da educadora Daina Leyton.
Lapponi afirma que a iniciativa foi pensada após a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) declarar que votará em branco no segundo turno das eleições presidenciais deste ano.
“Está todo mundo muito cansado e desgostoso. Você ter como representante de pessoas com deficiência alguém que não entende a seriedade do momento que estamos vivendo é absurdo. É dar um tiro no pé”, diz ela, que tem hemiparesia, paralisia que atinge metade do corpo.
Nesta semana, uma outra iniciativa intitulada “Pessoas com Deficiência pela Democracia” começou a reunir assinaturas em apoio à chapa Lula-Alckmin. A carta já reúne mais de 700 signatários.
“A proteção dos direitos das pessoas com deficiência, conquistados após décadas de luta, exigem democracia plena e ativa participação da sociedade civil”, diz o documento.
“Diante do risco da escalada autoritária contra os direitos humanos e fundamentais, especificamente contra a população com deficiência que está cada vez mais vulnerabilizada e marginalizada, sobretudo o contingente negro, reafirmamos nossa convicção nos valores da democracia e da inclusão, nesse segundo turno representados apenas pela candidatura Lula- Alckmin”, finaliza.
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