‘Sem graça’: cariocas reagem com venda proibida de cerveja no entorno dos estádios da Copa do Catar
A notícia às vésperas da Copa do Mundo, de que as autoridades do Catar proibiram a venda e o consumo de bebidas com álcool no entorno dos estádios que irão receber os jogos, pegou os torcedores das seleções que não dispensam uma cervejinha antes, durante e depois das partidas, de surpresa.
No Brasil, onde o hábito é comum entre torcedores, a restrição provocou uma série de reações e até memes nas redes sociais. O EXTRA, então, saiu às ruas e resolveu saber o que o carioca achou da decisão do governo catari. Afinal, a cerveja por aqui é uma companhia que não pode faltar para assistir em casa, no bar ou no estádio, ao jogo. Para o contador Pedro Henrique Ribeiro, de 24 anos, quando assunto é futebol, se não tiver a cervejinha…
— Existir Copa do Mundo sem cerveja até existe, mas é sem graça. O amante do futebol precisa ter uma cervejinha envolvida, porque se não tiver, não tem como colocar a conversa em dia. Não dá pra fazer nada — disse.
A parceria do contador pela cerveja vem de família. Em sua casa há uma placa com os dizeres “aqui nós bebe todas”. E ele faz questão de seguir o que está escrito. Um dos amigos que sempre tem por perto é Júlia Martins, também de 24 anos. A jovem, que pretende assistir à Copa do Mundo com seu grupo de amigos, garante que não abre mão da bebida que mais gosta.
— Se me falassem que eu não poderia beber durante os jogos do Brasil eu ficaria louca! É um combo para mim. Futebol, cerveja e samba. Juntou tudo, fica perfeito — avisou Júlia.
Poder de reunir e até fazer novas amizades
Para alguns torcedores, além do prazer, a bebida tem o poder de unir pessoas, conhecidas ou desconhecidas. Caroline Jovino, de 21 anos, que trabalha com recursos humanos, diz que durante a semana já começa a se programar para encontrar os amigos às sextas-feiras.
— Eu costumo sempre sair para beber com meus amigos. A bebida acaba unindo todo mundo, porque nos deixa mais felizes e nos estimula a conversar mais uns com os outros — destacou.
O advogado Matheus Souto, de 28 anos, também vê o potencial socializador da cerveja. Em eventos como a Copa do Mundo, ele não deixa de garantir a sua bebida preferida bem gelada, pois considera um combustível para aguardar o grito do gol durante a partida.
— A cerveja faz falta. Ela une as pessoas por mais tempo — salientou Matheus.
Para o quarteto Caroline, Júlia, Matheus e Pedro, a cerveja traz ao brasileiro a possibilidade de diversão.
— É um momento de confraternizar com os amigos e de beber a nossa cervejinha também, que é algo que a gente gosta — disse Júlia.
Saúde para todos.
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