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Ídolos e torcedores se confundem e argentinos vivem o futebol no Catar com sinergia única

A relação do povo argentino com o futebol chamou atenção na Copa do Mundo conforme a seleção de Messi avançava até chegar à final de amanhã contra a França. Mais do que as exibições em campo, a maneira intensa de viver o esporte foi traduzida principalmente nas arquibancadas do muitas vezes frio e artificial Catar. Torcedores comuns e desconhecidos estiveram lado a lado com ídolos que traduziram essa paixão em uma sinergia única, muitas vezes transbordando também para dentro do vestiário, na relação entre ex-jogadores e os atletas que disputam a competição.

A cultura esportiva passa para as futuras gerações. O centroavante Cano, do Fluminense, acompanha a Argentina desde o começo da competição com o filho Lorenzo, e se tornou uma figura familiar por atuar no futebol brasileiro, mas há outros tantos exemplos. Ex-jogadores como Diego Milito, Juan Pablo Sorín, Javier Zanetti, Esteban Cambiasso e Hernan Crespo apareceram no meio da arquibancada, alguns deles com seus familiares, vibrando a cada partida.

O sonho do tri: Torcedores argentinos sofrem para encontrar ingressos para final

A imagem contrastou com ex-jogadores do Brasil como Ronaldo, Kaká e Roberto Carlos, de terno em lugares VIP oferecidos pela Fifa. Os argentinos também tiveram tratamento diferenciado da entidade, mas muitos preferiram “descer” e ficar junto ao seu povo. O ex-lateral Sorin, que também jogou muito tempo no Brasil, registrou em diversos momentos a festa nas arquibancadas. A importância dada a essa vivência é tão grande quanto o próprio jogo em si.

“A felicidade de estarmos todos juntos encorajando a seleção”, escreveu Hernan Crespo, que posou ao lado de Sorin, Zanetti e Cambiasso no jogo contra a Holanda.

“Bonito viver esse momento com você”, escreveu Diego Milito para o filho adolescente, que o acompanha no Catar e joga no Racing. A postagem recebeu mensagem carinhosa de Rodrigo De Paul, meio-campo da Argentina, deixando claro que esse tipo de comportamento invade o vestiário da seleção.

Promessa entre Copas

Os próprios jogadores estavam até outro dia na arquibancada. O goleiro Emiliano Martinez esteve na Rússia em 2018, quando tinha 26 anos. Na ocasião, ‘Dibu’ fez uma promessa ao irmão enquanto assistia aos jogos: seria o goleiro da seleção na próxima Copa do Mundo. Quem não está em campo, está na arquibancada e ajuda como pode.

É essa a sensação também para Aguero, atacante campeão da Copa América que se aposentou após descobrir problemas cardíacos. Em muitos momentos os ex-jogadores dialogam dentro do vestiário da seleção, como no caso do amigo de Messi. No Catar como comentarista e produtor de conteúdo, Agüero foi convidado pela AFA (Associação do Futebol Argentino) a participar da concentração pré-decisão, “treina” com o grupo e é uma espécie de 27° convocado.

Segundo a “TyC Sports” o ex-atacante dormirá na concentração até a final, no quarto de Messi, que estava sem companhia durante todo o torneio. Além de Agüero, a AFA abriu a concentração para outros três jogadores: Lo Celso, Nico González e Joaquín Correa, que perderam o Mundial por problemas físicos. Depois de até ir a campo para comemorar a classificação contra a Holanda, Agüero vestiu o uniforme e tem sido importante para deixar o clima leve.

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