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Brasil tem 207,8 milhões de habitantes, mostra prévia do Censo 2022

O Brasil chegou ao contingente de 207.750.291 milhões de habitantes este ano. É o que aponta o relatório elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com base nos dados coletados pelo Censo Demográfico 2022 até o dia 25 de dezembro. O órgão entregou nesta manhã os dados populacionais prévios do Censo ao Tribunal de Contas da União (TCU).

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A divulgação do resultado prévio ocorre após uma série de impasses que o IBGE enfrentou ao longo deste ano durante a operação da pesquisa, como a escassez de recenseadores e recusa dos domicílios, sobretudo de renda mais alta. Seguindo um modelo estatístico, o instituto entregou um resultado prévio do ano de 2022 a partir dos 83,9% da população recenseada, o que representa mais de 178 milhões de pessoas.

O diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, explica que o relatório dividiu os 5.570 municípios em “coletados” (4.410 do total) e “não totalmente coletados” (1.160), cuja contagem da população combina setores já recenseados com não recenseados, com estimativas populacionais.

— Este modelo adotado foi bastante estudado e aprovado pela Comissão Consultiva do Censo 2022, que olhou detalhadamente o processo desenvolvido para fornecer ao TCU e à sociedade os melhores dados técnicos e reais possíveis — afirma.

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O número de 207 milhões de habitantes informado na prévia do Censo é inferior à estimativa populacional divulgada em 2021, que previu 213,3 milhões de brasileiros naquele ano. Segundo o IBGE, essa diferença ocorre porque as estimativas anuais levam em consideração o último Censo, geralmente realizado a cada dez anos. Neste caso, foi levado em conta o Censo Demográfico de 2010. Além disso, corrobora para a disparidade o fato de não ter sido feita uma contagem no meio da década, lembra o diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.

Com a operação censitária ainda em curso, o foco do IBGE nesta reta final é ampliar o contingente de recenseadores efetivamente produzindo e acelerar a coleta dos dados nas localidades em que a pesquisa está mais atrasada. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Curitiba são as capitais cuja cobertura mais preocupa o órgão. Em São Paulo, maior metrópole do país, menos de dois terços (64,67%) da população estimada foi recenseada. Nas demais capitais citadas o percentual varia de 72% a 78%.

—A gente inicia a partir de segunda-feira um conjunto de reuniões com foco nas grandes capitais onde o Censo não está fechado, que tem aglomerados subnormais (ocupações irregulares) e áreas de difícil acesso com condomínios de luxo — destaca Azeredo.

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O IBGE admitiu que o término da operação censitária em 2023 traz riscos à qualidade da pesquisa, ainda que marginais. Isso porque, quanto mais distante a pesquisa é realizada da data de referência do Censo (31 de julho), maior a chance de eventuais erros de memória e de mobilidade domiciliar. Mas afirmou que implementou ferramentas de controles de qualidade.

As informações populacionais baseiam o rateio dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados (FPE), cujos percentuais a serem distribuídos para as cidades e unidades federativas são definidos pelo TCU a partir de dados da população.

A coleta de dados para o Censo 2022, contudo, permanece ativa. A expectativa do IBGE é encerrar a a coleta dos dados em janeiro e concluir a operação da pesquisa em fevereiro, mês em que deverá ser feita uma checagem residual para verificar omissões, além de uma pesquisa de pós enumeração para avaliar a cobertura e a qualidade das informações. Assim, o IBGE prevê divulgar dados atualizados sobre a população brasileira em março de 2023.