Mourão exonera Guedes, Heleno, Ramos e demais ministros do atual governo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente em exercício da República Hamilton Mourão exonerou nesta domingo (1º) ministros do atual governo que ainda permaneciam no cargo, poucas horas antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Deixam o governo federal às vésperas da posse do petista o homem forte da Economia Paulo Guedes; o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira; o general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional; entre outros membros do primeiro escalão.
As exonerações foram publicadas em edição do Diário Oficial da União. Ela oficializou a saída de 19 ministros, além de Rogério Boueri Miranda, chefe da assessoria especial de Estudos Econômicos, da pasta de Guedes.
Além de Heleno, foram exonerados neste domingo (1) outros ministros que compunham o núcleo mais próximo do então presidente Jair Bolsonaro, como Eduardo Ramos, da Secretaria-geral da Presidência; Bruno Bianco, da Advocacia-Geral da União; e Anderson Torres, ministro da Justiça.
Os outros nomes que deixam o governo nos últimos momentos foram os ministros Adolfo Sachsida (Minas e Energia), Marcelo Queiroga (Saúde), Victor Godoy (Educação), Joaquim Leite (Meio Ambiente), Marcos Montes (Agricultura), Ronaldo Vieira Bento (Cidadania), Paulo Alvim (Ciência, Tecnologia e Inovações), Marcelo Sampaio (Infraestrutura), Cristiane Britto (Mulher, Família e Direitos Humanos), Carlos França (Relações Exteriores), Wagner Rosário (Controladoria Geral da União), Carlos Alberto Gomes de Brito (Turismo) e José Carlos Oliveira (Trabalho e Previdência).
Outros ministros já haviam deixado o governo ao longo da última semana, como o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.
As exonerações foram assinadas por Mourão, tendo em vista que Jair Bolsonaro deixou o país na sexta-feira, dois dias antes da posse de Lula. Bolsonaro foi para o estado da Flórida, nos Estados Unidos.
Na noite deste sábado (31), Mourão fez um pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, no qual fez críticas veladas a Jair Bolsonaro.
“Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criassem um clima de caos e de desagregação social e de forma irresponsável deixaram que as Forças Armadas de todos os brasileiros pagassem a conta, para alguns por inação e para outros por fomentar um pretenso golpe”, disse, sem citar o mandatário.
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