Programa Hotel Acolhedor investe em ações de saúde mental para pessoas em situação de rua
Neste mês, dedicado à campanha Janeiro Branco – que relembra a importância de cuidar da saúde mental –, o governo do estado debateu sobre o tema com a população que vive em situação de rua e pernoita nas unidades do Hotel Acolhedor. Os frequentadores do local puderam participar da iniciativa durante uma roda de conversa do projeto “Papo de Sexta”, na unidade do Catete, na última sexta-feira (27).
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A iniciativa, comandada pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH), reúne profissionais da área da saúde e assistência social, que abordam também temas para além da saúde mental, como atividades artísticas.
O tema saúde mental também fará parte de uma segunda roda de conversa do Hotel, no próximo dia 30, na unidade do Centro do Rio, como parte do “Papo de Segunda”. O Hotel Acolhedor tem como objetivo não apenas oferecer o pernoite, com alimentação e banho garantidos, mas também a ressocialização e cuidado com a saúde mental.
E é esse respeito pelo outro, e a busca para que essas pessoas sejam reinseridas na sociedade, que a coordenadora do Hotel Acolhedor, Hosana Helena, tenta trazer para a rotina das duas unidades.
—Todos os dias antes de trabalhar me lembro de uma frase de Carl Jung, sempre ao atender um usuário ou planejar atividades, que diz assim “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana”. E assim eu sigo cumprindo minha função com responsabilidade e empatia para que eles possam se estabelecer e se reerguer — coordenadora do Hotel Acolhedor, Hosana Helena.
Recomeço para quem participa
Nas rodas de conversa, diferentes histórias se unem e encontram no diálogo novas perspectivas de vida. É o caso de Leonardo Cavalcanti, de 48 anos, que está em situação de rua e luta contra o vício em drogas.
— O Hotel está sendo uma mão na roda, sou usuário de drogas e tenho muita dificuldade de sair dessa vida. Por ter que chegar aqui cedo para participar das rodas de conversa, às 19h, isso evita com que eu fique nas ruas — disse Leonardo.
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